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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Para viver um grande amor



"Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro- seja lá como for. Há que fazer de corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.
se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor."
Vinícius de moraes

Vou-me Embora pra Pasárgada



(fragmento)

[...]
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

em a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!


E quando estiver cansado

Deito na beira do rio [...]


E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar— Lá sou amigo do rei —[...]

Vou-me embora pra Pasárgada


Manuel Bandeira

Poema de sete faces


(Fragmento)


"Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.


Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima,

não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração."


(Carlos Drummond de Andrade)

Os escravos



(Fragmento)


"Eu sou como a garça triste

Que mora à beira do rio,

As orvalhadas da noite

Me fazem tremer de frio.
Me fazem tremer de frio

Como os juncos da lagoa;

Feliz da araponga errante

Que é livre, que livre voa."


Castro Alves

Procurando poesia?


Noções


Entre mim e mim, há vastidões bastantes

para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.

Cada lâmina arrisca um olhar,

e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,

só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.

Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,

e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma:qualquer coisa que flutua

sobre este corpo efêmero e precário,

como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera...

Cecília Meireles

A arte da convivência




"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu?

Mas como é difícil!"


Mário Quintana

VERSOS ÍNTIMOS


Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.Somente a Ingratidão – esta pantera –

Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,

Mora entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo.

Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,

A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!

Tô com vontade de poesia...


Ismália


Alphonsus de Guimaraens


Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,

Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,

Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,

Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,

Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,

Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,

Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par...

Sua alma subiu ao céu,

Seu corpo desceu ao mar...

Via Láctea


"Ora (direis) ouvir estrelas!

Certo Perdeste o senso!"

E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto ...

E conversamos toda a noite,

enquanto A via láctea,

como um pálio aberto, Cintila.

E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!

Que conversas com elas?

Que sentido Tem o que dizem,

quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac


domingo, 6 de dezembro de 2009

Tarde Literária - Cumade Fulozinha - No meio do caminho e José

Leia alguns depoimentos de quem participou desse momento de deleite e aprendizagem.

a) Se você foi um dos personagens da peça
Conte como foi atuar, ou seja, viver o personagem durante a apresentação no palco. Como você se sentiu naquele momento? Quais recordações você levará da Tarde Literária?

"Bom atuar não é fácil porque bate uma vergonha e você fica sem jeito com todas aquelas pessoas te olhando, e o personagem queria desafiar a Cumade , mas recebeu o que merecia. A Tarde literária ajuda a ter mais responsabilidade e faz as pessoas perceberem do que somos capazes."
Richard Firmino 1o. C

"Foi muito bom, pois além de aprender com o poema - No meio do caminho- aprendi com os meus colegas como a vida é. Aprendi como atuar melhor. Este é o segundo ano que participo da Tarde Literária, mesmo assim fiquei nervosa, mas valeu. Agradeço a todos os colegas e professores."
Riviane 1o. C

"No começo fiquei um pouco nervoso, mas depois consegui encarar o meu medo. As recordações? É que foi maravilhoso ver o desempenho dos alunos, o esforço que a nossa professora fez para nos mostrar que somos capazes de vencer todas as dificuldades. Adorei a Tarde."
Joelmir Bispo (Comade Fulozinha)

"Atuar naquela peça foi ótimo, naquele momento eu me senti muito nervoso, mas valeu a pena. As recordações são boas. Agradeço tudo primeiramente a Deus, a meus amigos e a professora Helena.
José Aureo 1o. C ( José)

"Foi muito bom passar por essa experiência emocionante. Você saber que está sendo aplaudido antes de se apresentar e ser aplaudido e elogiado depois. São recordações difíceis de esquecer."
João victor Pavão 1o. C ( José)

"Foi uma experiência e tanto entrar no personagem, saber que você pode vencer os obstáculos da vida, é só acreditatar. Nunca me esquecerei desta data maravilhosa.
Jane Cleide 1o.C ( No meio do caminho)

"Foi muito bom ser personagem na peça porque a parte que fiz foi muito engraçada. Senti um frio grande na barriga. Eu sempre vou lembrar da peça, foi maravilhosa."
Leonardo Lima (No meio do Caminho)

"Bom, naquele momento fiquei muito nervosa e ansiosa para que tudo desse certo. Minha recordação é da hora que coloquei o papeiro e a Cumade veio pegar."
Micaela Barbosa. (Cumade Fulozinha)

"Foi muito legal, pois eu fiz o papel principal que foi José. Senti um frio na barriga e fiquei muito alegre. Levarei como recordação alegria e felicidade."
Eric Steillor (José)

Foi bem legal, até porque foi a primeira vez que atuei numa peça. Eu me senti feliz porque sabia que estava segura naquele momento. Foi bem legal.
Juliana Karoline 1o. C ( No meio do Caminho)

" Eu me senti como se estivesse realmente acontecendo de verdade, do jeito que o mundo está hoje, é bem provável que a personagem que eu vivi ( uma adolescente grávida de um traficante) esteja por aí. Sobre as recordações, aprendi que aquilo poderia acontecer comigo. Existem muitos obstáculos na vida, mas se a gente quiser pode superá-los."
Sabrina Paula ( No meio do caminho)

"Foi muio bom. Eu me entreguei à personagem e graças a Deus deu tudo certo. Estava nervosa e ao mesmo tempo feliz. As recordações que levarei comigo: a emoção, a união do grupo, a gratidão a todos que assistiram."
Cintia Tavares ( cumade Fulozinha)

"Sim, fui um dos personagens. Fui um pagodeiro, toquei pandeiro no poema de Carlos Drummond de Andrade. Eu me senti muito inspirado e nervoso. Aprendi que nós podemos fazer tudo, basta ter interesse. Que nos próximos anos possa sempre ter a Tarde Lieterária. "
Marcos Vinícius 1o. C ( José)

"Eu fui um personagem. Eu gostei muito de apresentar o poema de Carlos Drummond de Andrade que se chama José. No palco, eu senti algo diferente, como se eu realmente fosse alguém famoso."
Fernando Luis 1o. C (José)

b) Se você não foi um personagem da peça
Conte como você ajudou para que o espetáculo acontecesse. Diga, você gostou da apresentação da sua turma? Qual o momento mais emocionante?

"Eu ajudei com as folhas para fazer o texto José , comprei brindes, fiz poemas para os jurados. Adorei demais . O momento mais interessante foi ver Mariana como Cumade Fulozinha, foi
arrepiante "
Simone Mendes 1o. C

"Eu gostei muito, foi uma coisa nova para minha vida e dos meus amigos de sala. Ajudei nos ensaios, dei opiniões, aprendi muito em sala. Para mim nota 100 pela Tarde Literária."
Adriana dos Santos 1o. C

Tarde Literária - Quadrilha


Alguns depoimentos de quem participou desse momento de deleite e aprendizagem.


a) Se você foi um dos personagens da peça

Conte como foi atuar, ou seja, viver o personagem durante a apresentação no palco. Como você se sentiu naquele momento? Quais recordações você levará da Tarde Literária?


"Eu gostei muito, achei muito interessante, nos divertimos muito."

Darlan Caldas 1o. D


Eu me senti nervosa e triste um pouco, porque as pessoas diziam para mim: 'Lili não amava ninguém.' Mas no fim da história, eu fiquei alegre porque Lili casou-se com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história."

Aline marques 1o. D


"Foi ótima, adorei, aprendi muito. fiquei um pouco nervosa, mas passou. Queria fazer outras vezes. E o meu personagem foi muito legal. A Tarde literária me fez aprender muito."


b) Se você não foi um personagem da peça

Conte como você ajudou para que o espetáculo acontecesse. Diga também, você gostou da apresentação da sua turma? Qual o momento mais emocionante?


"Eu ajudei na produção, levando as cadeiras e refrigerantes, também arrumando o cenário. Eu adorei a peça, pois fomos muito aplaudidos. O momento mais emocionante foi quando todos os personagens brindaram. Foi muito legal."

Márcio 1o. D


Tarde Literária - Dona Baratinha


Mais alguns depoimentos de quem participou desse momento de deleite e aprendizagem.

As perguntas foram as seguintes:

a) Se você foi um dos personagens da peça Conte como foi atuar, ou seja, viver o personagem durante a apresentação no palco. Como você se sentiu naquele momento? Quais recordações você levará da Tarde Literária?


"Foi um momento muito lindo, jamais vou esquecer. O momento mais emocionante foi quando eu me orgulhei e procurei fazer a peça com amor que é o mais importante."

Roger Talison 1o. D ( Dom Ratão)


"Como Dona Baratinha, eu pude sentir naquele pouco tempo, uma alegre tarde que passou animada e rápida. Vou recordar muito da música da peça. 'Quem quer casar com Dona Baratinha que tem laço no cabelo e dinheiro na caixinha. É carinhosa e quem com ela se casar vai ter doce todo dia no almoço e no jantar.' Foi lindo!"

Daniele Priscilla 1o. D


"Mesmo fazendo uma passagem muito curta, eu gostei. Foi bastante diferente e animada. Senti alegia, emoção e nervosismo."

Vauder Duarte 10. D


"Foi muito bom. Eu aprendi muito. Eu queria participar mais vezes da Tarde Literária.

Alyne Ingrid 1o. D


b) Se você não foi um personagem da peça

Conte como você ajudou para que o espetáculo acontecesse. Diga, você gostou da apresentação da sua turma? Qual o momento mais emocionante?


"Todos nós trabalhamos muito. Ajudei principalmente no cenário. No começo da apresentação bate aquela insegurança, mas depois tudo acabou bem. A parte mais emocionante foi quando todos começaram a cantar a música."

Ricele Castro


"Ajudei na elaboração das máscaras. Eu amei a apresentação da minha turma."

Roberta Marinho 1o. D

Auto da Compadecida



João Grilo: Ah isso é comigo. Vou fazer um chamado especial, em verso. Garanto que ela vem, querem ver? (Recitando.)
Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré! A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer. A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé.
Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.
Encourado: Vá vendo a falta de respeito, viu?
João Grilo: Falta de respeito nada, rapaz! Isso é o versinho de Canário Pardo que minha mãe cantava para eu dormir. Isso tem nada de falta de respeito!
Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher. Valha-me.
Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré.
Cena igual à da aparição de Nosso Senhor, e Nossa Senhora, A compadecida, entra.
Encourado, com raiva surda: Lá vem a compadecida! Mulher em tudo se mete!
João Grilo: Falta de respeito foi isso agora, viu? A senhora se zangou com o verso que eu recitei?
A Compadecida: Não, João, porque eu iria me zangar? Aquele é o versinho que Canário Pardo escreveu para mim e que eu agradeço. Não deixa de ser uma oração, uma invocação. Tem umas graças, mas isso até a torna alegre e foi coisa de que eu sempre gostei. Quem gosta de tristeza é o diabo.
João Grilo: É porque esse camarada aí, tudo o que se diz ele enrasca a gente, dizendo que é falta de respeito.
A Compadecida: É máscara dele, João. Como todo fariseu, o diabo é muito apegado às formas exteriores. É um fariseu consumado.
Encourado: Protesto.
Manuel: Eu já sei que você protesta, mas não tenho o que fazer, meu velho. Discordar de minha mãe é que eu não vou.
(...)
Fonte: Auto da Compadecida. 15 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1979.

Tarde Literária

b) Se você não foi um personagem da peça
Conte como você ajudou para que o espetáculo acontecesse. Diga, você gostou da apresentação da sua turma? Qual o momento mais emocionante?

Auto da Compadecida
"Ajudei no preparo das falas e na maquiagem. Tenho certeza que muitos se surpreenderam, mostraram o lado mais artístico e genial de cada um. O momento mais emocionante foi quando vi a apresentação, fiquei muito orgulhosa dos meus amigos."
Evelhin Paula 3o.B

“Eu fui da produção e ajudei muito no palco, abrindo e fechando as cortinas. Eu adorei a apresentação, foi muito legal. A parte mais emocionante foi quando o padeiro pediu para morrer junto com Dora.”
Josenildo Claudino 3º.B

"Eu trabalhei na produção, mas foi muito gratificante, faria tudo novamente. Eu vou levar uma boa recordação desta tarde maravilhosa. Tudo foi muito engraçado: os tiros, as falas... O momento mais emocionante foi o de Nossa Senhora, também o João Grilo. Tudo estava bonito e bem trabalhado.”
Maria Lindalva 3º. B
"Eu participei da produção. Fiz os objetos da peça como as armas dos cangaceiros. Ajudei na trilha sonora , soltei as bombas para dar a impressão de tiros. A parte mais emocionante foi o padeiro pedir perdão a Dora."
Rivaldo Soares 3o.B

Tarde Literária

Você pensa que acabou? Este ano acabou mesmo. Mas leia alguns depoimentos de quem participou desse momento de deleite e aprendizagem.
As perguntas foram as seguintes:

a) Se você foi um dos personagens da peça
Conte como foi atuar, ou seja, viver o personagem durante a apresentação no palco. Como você se sentiu naquele momento? Quais recordações você levará da Tarde Literária?
Auto da Compadecida
"Nossa! Atuar na Tarde literária como personagem , no caso eu fui o bispo, foi ótimo, pois o teatro nos leva a uma aventura inesquecível, até mesmo porque eu desenvolvi bem o meu papel. O teatro é para isso mesmo: para nós ficarmos sem vergonha. E as recordações são que todos ficaram mais unidos. Ah! O personagem João Grilo, que foi Diego , se saiu muito bem. A cena mais emocionante foi a da Compadecida."
Priscila Patrícia 3o. B
"Foi muito bom, uma nova experiência . Eu me senti muito nervoso, pois tive medo de errar, mas no decorrer da peça fui me sentindo bem . Minha recordação vai ser a de meus colegas atuando no palco e o tiro que saiu errado, foi muito engraçado."
Júlio César 3o.B
“Para mim foi um momento de muita emoção. Meu personagem foi o padre. Eu nunca pensei que iria conseguir, mas deu tudo certo, e a única coisa que eu sei é que nunca esquecerei.”
Tatiane Priscila 3º. B
"Para mim foi uma maravilha estar no palco apresentando o Auto da Compadecida, fazendo a personagem da mulher do padeiro. Eu levarei muitas recordações como quando João Grilo chama por Nossa Senhora.”
Lídia Regina 3º.B
“Sim, fiz o papel, ou seja, o personagem que muitas pessoas não querem fazer: o Diabo. Durante a apresentação fiquei morto de vergonha, o salão lotado... Em alguns momentos, eu esqueci o que falar. Vou levar lembranças para o resto da vida."
Felipe Ribeiro. 3º.B
"Foi muito bom trabalhar na Tarde Literária e ter o prazer de ser Emanuel. Confesso que fiquei um pouco nervoso, mas saiu tudo na perfeita ordem, e sempre vou lembrar daquela tarde tão engraçada. A parte mais emocionante foi quando entrei e fui exaltado por todos."
Gilson Guilherme 3o. B
"Eu achei uma coisa muito boa. Atuei como o padeiro, deu um nervoso, mas deu tudo certo. A recordação é muito boa. "
Mesion dos Santos 3o. B
"Foi ótimo, eu me senti emocionada e surpresa comigo mesma, vou levar o momento em que todos se uniram e mostraram força e carinho para com todos os colegas."
Jéssica araujo 3o.B (Compadecida)
"Eu me senti muito bem! Um pouco nervoso e arretado (sic) com os erros dos outros. Foi ótimo, muito engraçado e foi uma honra para mim fazer o personagem João Grilo."
José Diego 3o.B
"Foi muito bom atuar na peça. O meu personagem era o chefe dos cangaceiros, o Severino, que quando criança seus pais morreram pelas mãos dos policiais, por isso virou cangaceiro. As minhas recordações: a união dos alunos do 3o.B , os bons momentos da peça."
Felipe Adriano 3o. B

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

CEREJAS

[...]
Encarei-o. Através das lágrimas ele pareceu-me naquele instante tão belo quanto um deus, um deus de cabelos dourados e botas, todo banhado de luar. Fechei os olhos. Já não me envergonhava das lágrimas, já não me envergonhava de mais nada. Um dia ele iria embora do mesmo modo imprevisto como chegara, um dia ele sairia sem se despedir e desapareceria para sempre. Mas isso também já não tinha importância. Marcelo, Marcelo! chamei. E só meu coração ouviu.
[...]
Quer mais? Leia o o belísssimo conto Cerejas de Lygia Fagundes Telles

SIMULTANEIDADE


- Eu amo o mundo!
Eu detesto o mundo!
Eu creio em Deus!
Deus é um absurdo!
Eu vou me matar!
Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.

Mario Quintana

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Porque, porquê, por que ou por quê


1. Por que - Separadinho = pergunta

MULHER - Por que você chegou tarde, marido?

2. Porque – juntinho = resposta

MARIDO - Porque o chefe pediu-me novos relatórios.

3. Por que – separadinho significando causa ou razão, mas podendo ser substituído por
(pelo qual, pela qual)

MULHER - Não é essa a verdadeira razão por que você chegou tarde. ( razão pela qual)

4. Porquê – Juntinho acentuado também significa motivo ou razão, mas vem antecedido do artigo o.

MARIDO - É , esse é o porquê?

5. Por quê – Separadinho e acentuado é pergunta em final de frase.

MARIDO (gritando) - Meu Deus, casei com essa mulher por quê?


Em nível de ou ao nível de

Guarde isto: a nível de não existe. Existe em nível de ou ao nivel de

Em nível de significa no âmbito de.
Faço curso em nível de pós-graduação. Beleza.

Ao nível quer dizer à altura de.
Recife fica ao nível do mar.

Dúvida cruel

Depois de dois pontos uso letra maiúscula ou minúscula?
Companheiros, depende. Se vem depois uma explicação, enumeração, não exite. É letra minúscula.
O problema é este: tenho muitas dúvidas.
Na livraria separou: lápis, caneta, corretivo.

Se for citação ou frase de outro. É maiúscula.
Mario Quintana escreveu:"Todos estes que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão.Eu passarinho!"

Mais, mas e más

Mais é o contrário de menos. É um advérbio de intensidade.
Trabalho mais que ele.
Mas é uma conjunção adversativa, quer dizer porém, contudo, todavia...
Trabalho muito, mas ganho pouco. É lamentável.
Más é um adjetivo.
Tenho irmãs más. (ruins)
Português é lindo!

Curtinha

A gente entrega a correspondência em mão. Nunca em mãos.

Fique atento

Há palavras que podem ser ditas de várias formas. O pior é que às vezes na hora de pronunciá-las bate um medinho... Sai dessa!
Você pode pronunciar enfarto, enfarte ou infarto. As três estão dicionarizadas. Você escolhe.
O diabete, a diabete, o diabetes e a diabetes. Tanto faz. Com s ou sem s.

Entre ou dentre?

Quase sempre use entre, já que dentre tem uso limitado. Significa do meio de. É resultado da junção da preposição de com a preposição entre. Para que os dois se unam, um verbo precisa pedir a preposição de como sair saltar, ressurgir.
Observe
O sagui saiu dentre duas árvores. Quem sai, sai de algum lugar. De onde? De entre as árvores.
Compreendeu? (do meio de duas árvores).
É isso, use dentre só no caso do encontro de de+ entre. Nos outros, a vez é do entre. Cuidado com os modismos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O que é o Dia de Ação de Graças?

É um feriado celebrado nos Estados Unidos e no Canadá, observado como um dia de gratidão a Deus, pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Neste dia, pessoas dão as graças com festas e orações. É comemorado todos os anos na quarta quinta-feira de novembro (no caso, hoje).
A palavra ensina que “em tudo, daí graças a Deus, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus” (1 Tss5,18). ... Paulo isso nos ensinou. É hora de apresentarmos a Deus a nossa gratidão, o nosso louvor por tudo o que Ele tem feito em nossas vidas. Você já parou para pensar nos livramentos que nós temos todos os dias? Agradeça! Não busque respostas para tudo, não há. Só o Senhor sabe o tempo e a hora. Agradeça e confie, pois a palavra diz que as portas do inferno não prevalecerão sobre nós, Igreja do Senhor.

Vamos orar:
Pai querido,
Louvado e glorificado seja sempre o Teu nome. Perdoa-me por não ser tão grata, quanto deveria. Tu és o meu Deus, o meu Senhor; o Redentor de minha vida. Senhor, por tudo o que tens feito e por tudo o que sei que farás, eu agradeço. Coloco a minha vida no teu Altar e rogo a Tua ajuda, porque eu nada posso fazer sem Ti. “Eu te amo, ó Senhor, força minha.” Sl. 18.1. É o que eu te confesso e peço em o nome de Jesus, teu filho amado. Amém.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

História do Bebum

Vagava eu, bêbado e contente,
Na rua quando de repente
Vi a coisa preta,
Rolei na sarjeta –
E um porco deitou-se ao meu lado,
Tranquilo e acomodado.
Fiquei lá , caído ,
Tonto e dolorido
Eis quando, naquela hora,
Passou por ali uma senhora
De cara orgulhosa,
E falou, desdenhosa
“Conhece-se um tipo imundo
Por sua companhia no mundo!”
Ouvindo isso, o porco,
Que estava de borco,
ergueu-se e zás ! – Foi-se embora.
Belinky, Tatiana

domingo, 22 de novembro de 2009

Lampião e Maria Bonita


Xilogravura é a técnica de gravura de entalhe na madeira, um processo parecido com um carimbo, em seguida usa-se um rolo de borracha embebida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe.
Quase todos os xilogravadores populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel.
Lampião e Maria Bonita
Dos mitos que o nordeste brasileiro viu surgir ao longo de sua história, Lampião é, sem dúvida, o mais controverso. Em fins de 1930, Lampião escondido na fazenda de um coiteiro - nome dado a que acolhia os cangaceiros- conheceu Maria Déia, A mulher do sapateiro Zé de Neném, que se apaixonou por Lampião e com ele fugiu. Ingressando no bando. Lampião e Maria Bonita são os dois mais importantes personagens relacionados ao banditismo brasileiro na primeira metade do século XX. Expoentes do fenômeno social do Cangaço, eles estabeleceram no nordeste brasileiro um quadro de lei e ética que por décadas funcionou paralelamente ao sistema político do Brasil. Lampião e Maria Bonita tornaram-se uma lenda moderna no Brasil. Representam não apenas um modelo de subversão da ordem estabelecida, mas também a possibilidade do amor erótico num meio onde só a morte era uma companheira fiel.
(Michel Ferrabiamo)

Descobrindo a poesia de cordel - Gestar II Gêneros e tipos textuais


Turminhas,
(1º.s C/ D/ E)

Hoje, nós vamos conversar sobre uma forma de poesia de raiz popular, que há muito tempo corre por muitas terras brasileiras. É a chamada “poesia de cordel”, que veio de Portugal e foi belamente incorporada à cultura popular brasileira. O nome vem do fato de que os poemas ou narrativas eram pendurados em cordões, sobretudo nas feiras. Essa poesia é apresentada em folhetos, impressos sem grande tecnologia e usando a xilogravura como forma de impressão até de ilustrações da capa. Essa poesia mais comumente conta histórias e extrai delas lições, que passam de geração em geração.
Observe um exemplo interessante dessa poesia, que talvez vocês já conheçam, na voz de Amelinha ou Zé Ramalho, que a musicou.

Mulher Nova Bonita e carinhosa
(Otacílio Batista e Zé Ramalho)


Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história que um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Paris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor.

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa.
Faz o homem gemer sem sentir dor.

Virgulino Ferreira, o Lampião.
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigos nem ruínas
Foi o rei do cangaço no Sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa.
Faz o homem gemer sem sentir dor.
(Otacílio Batista Patriota)

Atenção: observem por este poema , é um grande engano pensar que o cordelista é uma pessoa inculta. Nem sempre a falta de escola quer dizer falta de leiturae desconhecimento de páginas da história e mitologia. Otacílio Batista Patriota nos fala de episódios da história universal. Em muitos casos repletos de tradição oral.

Sobre o autor:
Otacílio Batista Patriota nasceu a 26 de setembro de 1923, na Vila Umburanas, São José do Egito, sertão pernambucano do Alto Pajeú. Ele e o irmão ficaram famosos como cantadores e repentistas. Depois de ouvir Otacílio Batista cantar durante um festival de violeiros realizado no Rio de Janeiro, o poeta Manuel Bandeira fez os seguintes versos:

Anteontem, minha gente,
Fui juiz numa função
De violeiros do Nordeste
Cantando em competição,
Vi cantar Dimas Batista,
Otacílio, seu irmão,
[...]
Saí dali convencido
Que não sou poeta não;
Que poeta é quem inventa
Em boa improvisação
Como faz Dimas Batista
E Otacílio seu irmão;
Como faz qualquer violeiro,
Bom cantador do Sertão,
A todos os quais humilde
Mando “minha saudação.”

(Manuel Bandeira)

sábado, 21 de novembro de 2009

Só para descontrair

Coisas do Barão

O Barão de Itacaré, quando estudante de medicina, ainda sem o título de nobreza , isto é, com seu nome de batismo - Aparício Torelly, enfrentava um exame oral na faculdade.
O examinador faz-lhe a primeira pergunta:
- Senhor, Aparício, quantos rins nós temos? E a resposta veio pronta, como era hábito do Barão.
- Quatro, professor!
O mestre perdeu a fala. Os colegas cairam em gargalhadas.
Indignado, o mestre voltou a perguntar:
- Quer dizer que o Senhor tem quatro rins?
Sério, Aparício explicou:
- Eu não, professor. Eu tenho dois! Mas o senhor perguntou quantos rins NÓS temos! Ora, professor, dois meus e dois do senhor...
O mestre não deixou por menos. Querendo fazer graça, pediu:
- Um feixe de capim...
Aparício foi mais rápido:
- Para mim um cafezinho.

Crase - continuação

Diante de Pronome Possessivo?
Esse pronome tem privilégios. Pode vir acompanhado de artigo ou não. É facultativo.
Observe:
Vou a minha cidade ou Vou à minha cidade. A escolha é sua.
Há, no entanto, uma construção que engana. O a que antecede o pronome possessivo tem cara de artigo, mas não é. É o pronome demonstrativo e com ele é preciso ter cuidado.
“Não fui a (a) minha cidade, mas à sua.” Observe: mas a aquela que é sua). Percebeu o encontro dos aa? Lembre-se de que o artigo é facultativo, mas o pronome demonstrativo não. A frase correta é: Não fui a (à) minha cidade, mas à sua. Outra resposta: nesse caso o segundo pronome aparece como pronome substantivo, ou seja, substitui o nome. E aí é obrigatório.

Crase

Turminha,
O assunto de hoje é Crase

“A crase não foi feita para humilhar ninguém.” Disse o poeta Ferreira Gullar. Conta que escreveu esse aforismo em 1955, e que o mesmo ganhou popularidade sendo atribuído a vários escritores menos a ele. Disse: “A verdade é que certo dia me vi induzido a escrever uma série de aforismos sobre a crase, esse grave problema ortográfico e existencial que boa parte dos escritores, jornalistas e escrevinhadoras em geral não conseguem resolver. A crase tornou-se assim um pesadelo nacional. Hoje menos, porque já ninguém, sabe o que é escrever certo ou errado. Mas, naqueles idos de 1955, as pessoas tremiam diante de certos "aa".
Xô humilhação!
A crase é um fenômeno que indica a fusão de dois aa. Um deles é a preposição. O outro, o artigo ou o pronome demonstrativo.
Estar diante de palavra feminina não é suficiente. É necessário que a preposição a encontre com outro a. Logo existe a necessidade de observar a regência.
Vamos testar?
Vou a piscina, hoje.
João é fiel a Ana.
Perceba que estamos diante de palavras femininas. O que não é suficiente. Dica: substitua a palavra feminina por qualquer palavra masculina. Deu ao? Crase nela.
Vou ao mercado.
João é fiel ao horário.
Percebeu? Vou à piscina. João é fiel à Ana.
Às vezes, a palavra feminina está subentendida. É armadilha. Não caia.
Encaminhou-se à Rua Nova e depois à do Sol.
“Foi à livraria Cultura e à José Olympio.”
“Cortou os cabelos à Edson Celulari.”

Outros casos:
A palavra casa: a casa onde moramos dispensa o artigo. Sem ele nada de crase. Mas se a palavra vier especificada , exige crase. Observe os dois casos:

Vou a casa.
Voltarei à casa de meus primos.
Logo, crase somente na casa dos outros.

Tenha cuidado com os nomes de cidades, estados e países. Pois são caprichosos, às vezes pedem o artigo. Outras vezes, o esnobam. O que fazer? Dica: substitua o ir por voltar.
“Se, ao voltar, volto da, crase no a.
Se, ao voltar, volto de, crase pra quê?"
Observe:
1. Vou a França. Volto da França. Logo crase no a. Vou à França.
2. Vou a Roma. Volto de Roma. Logo crase pra quê. Vou a Roma.
Obs.: Se o topônimo estiver antecedido por adj. Adnominal a crase será obrigatória.
Vou à bela Roma.

NA palavra TERRA :

significando planeta ocorrerá a crase:
"Os astronautas voltaram à Terra"
Significando terra natal, lugar de origem:
"Irei à terra de meus avós"
Significando chão firme, em oposição a mar ou a bordo, não ocorrerá crase:
"Os marinheiros voltaram a terra"

Continuaremos o assunto na próxima postagem.
Bjos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO EM VERSO DE CORDEL

Antonio Barreto (poeta, professor e cordelista de salvador )

Alguns versos das regras:
A mais difícil Deve ser "hifenizar"!
Não confunda, meu amigo
Com o verbo infernizar!
O HÍFEN é complicado
Portanto esteja ligado:
Agora vou lhe explicar:
se o prefixo terminar
Por exemplo em vogal
E o segundo elemento
For "r" ou "s" de sal:
Consoante duplicada
Tire o hífen da jogada
E veja como é legal:
Escreva microssistema
Contrarregra, infrassom
Biorritmo, autorretrato
Minissaia, ultrassom
Antessala, antirracismo
Cosseno, neorrealismo
E veja como é tão bom!
Ótimo para trabalho em grupo.

Pastor Davi Wanderley e Benedito

Está semana foi mesmo muito abençoada. A turminha do Agnes recebeu a visita do Pastor Davi Wanderley. Hoje, durante a sua última palestra, que teve como tema: Vida sim, drogas não! Lá, no salão nobre, contemplei, mais uma vez, a Palavra que fica em cima do palco: “O Mestre está aqui, e te chama” Jo. 11.28. É muito bom, fazer parte de uma escola onde se pode falar e ouvir a Palavra do Senhor, livremente. O Pastor Davi é um homem cheio do Espírito Santo, ensina a escritura brincando a “sério”. Durante a semana, nós aprendemos a confiar mais no Senhor, a não ter vergonha de confessá-lo. Vimos o que as drogas fazem ao homem que as utiliza, e aonde os leva. Isso, literalmente, através de fotos e depoimentos. Com muitos sorrisos e música, puríssimo louvor. O Pastor começou a palestra pelas respostas. Respostas recebidas de várias pessoas, quando indagadas sobre a existência do inferno. A resposta vencedora é: “O inferno é aqui!” Ele comentou: “ Aqui? Com shopping, sorvete, praia, internet? Não, queridos. Isso não é o inferno!” A palavra do Senhor é clara: "Inferno é o Lugar destinado ao suplício das almas dos perdidos, ou seja, lugar das almas dos mortos não salvos até a 2ª ressurreição. Na Bíblia expressões que são traduzidas por Inferno na Edição Revista e Atualizada, são elas: “Hades, Sheol (hebraico), Gehenna e Tartaroo (Lago de Fogo)”. É Lago que arde com fogo e enxofre, é o lugar de punição eterna, onde a Besta, o falso profeta e Satanás (Diabo) e o próprio Inferno, (ou seja, Hades, Sheol, Gehenna e Tartaroo) com todos perdidos que nele há, e aqueles que não foram achados escritos no livro da vida, serão lançados para que sejam atormentados de dia e de noite, e eternamente. (Apocalipse 19:20; 20:10, 14, 15; 21:8). Por Daniel Borges

Hoje, Davi nos perguntou: “Você quer ir para o céu? Usou essa preposição “para” tão poderosa, nesse contexto. Ir para, ou seja, demorar-se lá. Ficar lá, eternamente. Queridos, quantas vezes nós trocamos o maior presente que Deus nos oferece, a salvação, por migalhas que o mundo dá. Somente porque o diabo, mentiroso, enganador e ladrão, nos diz que tudo é relativo. Sussurrando-nos que não somos dignos do céu. O Reverendo Hernandes Dias Lopes em um dos seus sermões comenta: “Quando o diabo lembrar a você o seu passado, lembre a ele o seu futuro. Você vai morar no céu, com Jesus. O diabo vai ser atormentado eternamente no inferno.”
Lembra, amado, A onda é o Céu. Não tenha medo nem vergonha de servir e obedecer ao Senhor, nosso Deus. Nessa luta, nenhum mal vai lhe acontecer. “Caim mil ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido.” (salmos 91). Glória a Deus!
A onda é o Céu. “Agrada-se o SENHOR dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia” (Salmos 147.11)
A onda é o Céu. “As pessoas que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus.” (Romanos 8.8). Infelizmente muitas pessoas vivem assim: pensam que agradam a Deus, mas agradam a si mesmas. Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e obedece a eles, esse é o que me ama, e aquele que me ama será amado por meu Pai, e Eu também o amarei e me revelarei a ele. (Jo. 14.21) Quem não me ama não obedece às minhas palavras; e a Palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou”. (Jô. 14.24).
A onda é o Céu. Querido, ninguém no mundo pode te amar como Jesus, nem você mesmo consegue se amar da forma como Jesus te ama, pois o Amor Dele excede a todos.

Quero convidá-lo a orar comigo:

Senhor, eu te amo! Perdoa-me pelas vezes em que troquei a Tua presença por migalhas do mundo. Ajuda-me, sou fraco. Mas sei que o teu sangue me lava, limpa-me das iniquidades. É na Tua presença que me fortaleço. São os teus anjos que me guardam. Creio em Ti. Espero o dia em que irei receber o teu abraço, lá no Céu. Escreve o meu nome no Livro da Vida. A minha oração é a do rei Davi: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.” (Salmos 40.8) , “Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.” (Salmos 27.4). Assim, eu te peço, Senhor, em nome do teu filho Jesus, amém.
Graça e paz!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Por toda a minha vida, ó Senhor te louvarei


O Escudo

Por toda a minha vida,
Ó Senhor, te louvarei
Pois meu fôlego é a tua vida,
E nunca me cansarei
Posso ouvir a tua voz,
É mais doce do que o mel
Que me tira desta cova,
e me leva até o céu
Já vi fogo e terremotos,
vento forte que passou
Já vivi tantos perigos,
mas tua voz me acalmou
Tu dás ordem às estrelas,
e ao mar os seus limites
Eu me sinto tão seguro,
no teu colo, ó, altíssimo
Não há ferrolhos,
nem portas que se fechem
Diante da tua voz
não há doenças, nem culpa
Que fiquem de pé diante de nós
E a tempestade se acalma
Na voz Daquele que tudo criou
Pois sua palavra é pura
Escudo para os que nele creem
(Carlos A Moysés)
A palavra do Senhor é conforto para minha vida, quero que seja para a sua também. Amor maior não há. Ele sente por nós algo tremendo, impossível adjetivar. Escondo-me debaixo das asas do Altíssimo. Vivo pela sua misericórdia e amor. Às vezes, estou tão cansada, mas esse Deus que comanda a minha vida me acalenta, sustenta-me. Dá ordem aos anjos para que me guardem. Glória a Deus. Ó Senhor quero viver mais para ti, para o teu louvor, para a tua adoração. Perdoa-me pelo pouco tempo que dedico a Ti. Lembra, ó Deus meu, o quanto eu te amo. Sê comigo, Senhor, Rocha minha, Redentor, meu. Não me deixe desviar do teu caminho. Como pediu Davi, eu também te peço: deixa-me habitar todos os dias da minha vida na tua casa. Fala comigo, Senhor! Ensina-me a ensinar, sou professora a serviço do Senhor. A Ti, ó Pai amado, pertenço. Tu És o meu escudo, a minha Fortaleza, o meu único Deus. “Eu te amo, ó Senhor, força minha”. A minha vida te pertence, meu Senhor. Que eu possa usá-la a teu serviço. Que os meus lábios não parem de confessar o Teu Nome.
Glória a Deus e ao Senhor Jesus Cristo.
A graça seja com todos. Amém.

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 - Projeto profa. Helena Caldas


A turminha do 2º. Ano C apresentou um segundo texto. Agora, baseado no romance Dom Casmurro de Machado de Assis , aquele que eu Aaaaamo!
Muito bom!
Não tenho foto para postar. Gostaria de receber algumas.
Escola Helena Pugó
Orientação profa. Fábia Feguins
Parabéns !

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde literária 2009 - Projeto profa. Helena Caldas

Essa turminha apresentou uma pequena peça, baseada no romance Cortiço de Aluísio de Azevedo. 2º. Ano C – Escola Helena Pugó
Orientação profa. Fábia Feguins
Parabéns !

Projeto Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

No meio do caminho de Carlos Drummond serviu de pAdicionar imagemretexto para a criação da peça de mesmo nome. Não tenho, no momento, a foto para postar, mas adianto. Foi extremamente significativa. A adaptação feita pelo grupo traz as pedras como os obstáculos que encontramos no caminho. Assim, apresentaram um jovem que é convidado a deixar a escola onde estudava, motivo: seu pai é um traficante perigoso e a comunidade não aceita que seus filhos dividam o espaço escolar com o garoto. Logo em seguida, o rapaz sai à procura de emprego. Quando procura saber se foi aprovado, recebe uma resposta negativa. Imaginem o porquê? Pai traficante. A melhor coisa que acontece ao menino é o amor, mas a namoradinha engravida. Nova pedra. Ele não tem com quem contar e pede ajuda ao pai. Nesse momento, percebe que aquele homem não passa de um bêbado. Não desiste, pede ajuda e o pai lhe oferece uma quantidade de pedras de craque, que devem ser vendidas. O rapaz fez o negócio e volta a casa. Entrega à esposa o dinheiro do trabalho. Ela pergunta como ele conseguiu a grana. Diante da resposta do companheiro, reclama. Ele não agüenta e bate na moça, que cai chorando. Ele sai de casa, novamente à procura do pai. Encontra-o no chão, morto a tiros, numa briga com outros marginais. O menino chora. Volta a casa e diz à mulher que não quer aquele futuro. Abraçam-se. Fecham-se as cortinas. Quando reabertas, vê-se o casal com a farda da escola. Estão voltando para escola, em busca de um caminho sem pedras.
Que texto lindo! Muiiiiiiiito bom! Amo vocês!!!!

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas
Essa turminha apresentou uma pequena peça baseada no Auto da Compadecida texto de Ariano Suassuna. Apresentaram o julgamento. Uma produção muito bem feita. Um figurino bem produzido. E atores dignos dos melhores teatros da nossa Terrinha.
Parabéns! Essa produção serviu para reforçar os laços de amizade entre o grupo.
Valeu! Foi uma delícia. Abraços, Jéssica, Diego, FIlipes, Mesion, Lídia, Júlio, Tatiane, Evelin, , Gilson, Priscila e, é claro Dona Lindalva. Parabéns, alunos do 3o. B da Escola Helena Pugó
Orientados pela profa. Helena Caldas

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II


Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Essa turminha apresentou o musical Dona Baratinha, baseado no conto infantil. Lindo! Eles produziram um funk muito legal. “Quem quer casar com dona Baratinha que tem laço na cabeça e dinheiro na caixinha.
É carinhosa e quem com ela se casar, vai ter doce todo dia, no almoço e no jantar.”
Alunos da Escola Helena Pugó, 1º. D
Orientados pela profa. Helena Caldas
Valeu! Foi uma delícia!

Comade Fulozinha

Tarde Literária 2009 Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Mariana,ex-aluna, participação especial.
Obrigada, valeu!

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II


Tarde Literária 2009 Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Essa turminha apresentou a peça Comade Fulozinha, baseada numa lenda rural, daqui mesmo, de Pernambuco. O texto foi produzido depois da apresentação do filme Comade Fulozinha, em sala de aula.
Alunos da Escola Helena Pugó, 1º. C
Orientados pela profa. Helena Caldas

Parabéns! 1o. lugar




Tarde Literária - 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Essa turminha apresentou uma pequena peça , baseada no poema Quadrilha de Carlos Drummond de Andrade. Retiram o texto do documentário O Poeta de Sete Faces - um filme de Paulo Thiago
Alunos da Escola Helena Pugó, 1º. C
Orientados pela profa. Helena Caldas

Muito bom! Depois da apresentação a turminha comemorou com um saboroso bolo de chocolate. Delícia!

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas
Essa turminha apresentou o Musical – José - baseado no poema José de Carlos Drummond de Andrade
Alunos da Escola Helena Pugó - 1º. C - Orientados pela profa. Helena Caldas

Parábéns, ficou lindo! Pagode profissional.

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Produção de textos – Contos de fadas
Alunos da Escola Helena Pugó, 5as.
Orientados pela profa. Márcia Ribeiro
Parabéns!

Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar

Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Musical – Lowing you (Minnie Riperton)
Alunos da Escola Helena Pugó - 6a. série
Orientada pela profa. Ana Rosa (Inglês)

Parabéns!



Tarde Literária 2009 - Projeto Gestar II

Tarde Literária 2009 - Projeto elaborado pela profa. Helena Caldas

Homenagem a Patativa do Assaré
Alunos da Escola Helena Pugó - 8as.
Orientação profa. Fábia Feguins
Parabéns!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

LUA ADVERSA




Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida,

fases de vir para a rua...

[...]

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua... E,

quando chega esse dia,

o outro desapareceu...

(Cecília Meireles)


O desencontro do amor e das horas que nos deixa confusas. A irreversibilidade do tempo e a incompetência do homem para gerir sua vida. Cecília soube, como ninguém, traduzir essa incapacidade humana de transformar sonho em verdade. Trazendo para o seu canto a manifestação do real no imaginário, somente porque era poeta.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A mente humana: mentes perigosas


Você já ouviu falar sobre Psicopatia? Já assistiu a filmes do tipo Dormindo com o inimigo ou A mão que balança o berço? Essa turminha falou sobre essas mentes perigosas que nos rodeiam, mas que não nos apercebemos. O gostoso dessa pesquisa foi a proposta de descobrir como vivem os “sociopatas”. E aquilo que são capazes de fazer, simplesmente para cumprirem seus objetivos. Seres sem emoção, livres de constrangimentos, pessoas extremamente calculistas. Excelente! É tão bom quando encontramos alunos pesquisadores. Valeu!
Parabéns!
Saudade...

O ser humano e a natureza: energia renovável

Essa turminha expôs a importância desse tema fundamental à preservação do meio ambiente e à qualidade da vida humana. Parabéns!

O sistema respirátório

Essa turminha explicou o funcionamento do sistema respirátório humano: vias respiratórias, os movimentos respiratórios e sua mecânica, o controle dos movimentos respiratórios. Foi uma excelente pesquisa. Parabéns!
Amo muito vocês!
Saudade...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Estética Humana: cirurgias plásticas

Meninas, vocês subiram no palco e receberam as medalhas merecidas, pois fizeram um excelente trabalho de pesquisa, uma ótima apresentação e um relatório perfeito. Cumpriram o objetivo do trabalho: alertar as pessoas para os perigos de um procedimento cirúrgico.
A epigrafe foi muito bem colocada:
Me faça bonito
Me faça...
Face perfeita
Alma perfeita
Mente perfeita
Uma mentira perfeita
(The Engine Room)
Viva! Sinto orgulho de vocês!
Sentirei saudade...
Bela, foi muito bom subirmos juntas.
"Ó Deus, tu és tremendo desde o teu santuário; o Deus de Israel, Ele dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus! "Salmos 68 .35
Glória a Deus!

Fobia: um mundo de medos


Aracnofobia? Aerofobia? Claustrofobia?
E você, tem medo de quê?
Bom trabalho, pessoal. Parabéns!

O Homem e a ciência: mentes brilhantes


Um bom trabalho, parabéns!
Essa turminha trouxe mentes fascinantes : Oswaldo Cruz, Madre Tereza de Calcutá, Galileu Galilei, Pitágoras, Tales de Mileto, Loius Pasteur.
Bom!!!

A Identidade Genética e seus mistérios


Bom Trabalho!
Essa turminha desvendou alguns mistérios da vida humana.

Literatura: uma herança cultural



Bom trabalho, pessoal.
Essa turminha falou sobre Literatura. Detiveram-se mais na contemporânea : Mag cabot, Talita Rebouças, J. K. Rowling. Valeu!
Obs.: Encontrei Alexandre, ex-aluno do Vencer. Muito bom!

Corpo humano: sistema nervoso


Essa turminha trouxe o funcionamento do sistema nervoso.Excelente pesquisa!
Saudade de vocês!
Bjos. para Laís , Jéssica, Maílla... Não encontrei a foto do grupo inteiro.

Doação de órgãos

Queridos,
Parabéns por conscientizar as pessoas de que a doação de órgãos é essencial, pois “órgão que não é doado é desperdiçado.”
Muito bom!!!
Parabéns!

Pandemias


Um bom trabalho, parabéns!
Essa turminha trouxe a história das grandes pandemias como a Gripe Espanhola que ocorreu durante a Primeira Guerra.

INTERTEXTOS


Via Láctea

"Ora (direis) ouvir estrelas!

CertoPerdeste o senso"!

E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez

despertoE abro as janelas,

pálido de espanto...

E conversamos toda a noite,

enquantoA via láctea,

como um pálio aberto,Cintila.

E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora!

"Tresloucado amigo!

Que conversas com elas?

Que sentido têm o que dizem

quando estão contigo?

"E eu vos direi: "Amai para entendê-las:

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas".

(Olavo Bilac )

Divina Comédia Humana

Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um Sol no quintal
Aí um analista amigo meu disse que desse jeito
Não vou ser feliz direito
Porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual
[...]
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia
[...]
Viver a divina comédia humana onde nada é eterno
Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso
E eu vos direi no entanto:
Enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer não eu canto.
(Belchior)

Cogito ( Torquato Neto)

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intranferível
do homem que iniciei

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

eu sou como eu sou
presente
desferolhado indecente
feito um pedaçõ de mim

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.
( Torquatália: obra reunida de Torquato Neto- Volume 1 { do lado de dentro}. Rio de Janeiro: Rocco.

Subjetividade descritiva - o eu poético, tema do poema e poeta se confundem.

O pior


O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.

Mario Quintana - Caderno H

O passarinho engaiolado


Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. De sua vida o mínimo que se poderia dizer era que era segura e tranquila, como seguras e tranquilas são as vidas das pessoas bem casadas e dos funcionários públicos.
Era monótona, é verdade. Mas a monotonia é o preço que se paga pela segurança. Não há muito o que fazer dentro dos limites de uma gaiola, seja ela feita com arames de ferro ou de deveres. Os sonhos aparecem, mas logo morrem, por não haver espaço para baterem suas asas. Só fica um grande buraco na alma, que cada um enche como pode. Assim, restava ao passarinho ficar pulando de um poleiro para outro, comer, beber, dormir e cantar. O seu canto era o aluguel que pagava ao seu dono pelo gozo da segurança da gaiola.
Bem, se lembrava do dia em que, enganado pelo alpiste, entrou no alçapão. Alçapões são assim; têm sempre uma coisa apetitosa dentro. Do alçapão para a gaiola o caminho foi curto, através da Ponte dos Suspiros.
Há aquele famoso poema do Guerra Junqueiro, sobre o melro, o pássaro das risadas de cristal. O velho cura, rancoroso, encontrara seu ninho e prendera os seus filhotes na gaiola. A mãe, desesperada com o destino dos filhos, e incapaz de abrir a portinha de ferro, lhes traz no bico um galho de veneno. Meus filhos a existência é boa só quando é livre. A liberdade é a lei. Prende-se a asa, mas a alma voa... Ó filhos, voemos pelo azul! .... Comei!
Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos. Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater das asas; os urubus, nos seus voos tranqüilos na fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas, voando como flechas. Ah! Os prudentes conselhos maternos não o tranqüilizavam. Ele queria ser como os outros pássaros, livres... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono a esqueceu aberta? Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre!
Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto. Sentiu um pouco de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no galho, para ter mais firmeza. Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se se suas asas agüentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia. Agarrou-se mais firmemente ainda. Neste momento um insetinho passou voando bem na frente do seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu mostrando a língua.
-Ei, você! – era uma passarinha.
– Vamos voar juntos até o quintal do vizinho. Há uma linda pimenteira, carregadinhas de pimentas vermelhas. Deliciosas. Apenas é preciso prestar atenção ao gato, que anda por lá...
Só o nome gato lhe deu um arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas. A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava. Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava pendurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore, sem proteção. Gatos sobem em árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos meninos com seus estilingues, no dia seguinte.
Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada. Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem. Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Finalmente a porta ainda estava aberta.
Neste momento chegou o dono. Vendo a porta aberta disse:
- Passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego. Pois passarinho de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar...
(Rubem Alves. Teologia do cotidiano. São Paulo , Olho d’água, 1994.)

RUBEM ALVES é, entre outras coisas, professor universitário, filósofo, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo e psicanalista.
Já escreveu mais de 50 livros para adultos e jovens. Seus textos buscam oferecer ao leitor reflexões sobre temas como a educação, a liberdade, o amor e o sentido e a beleza da vida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu e Bela - Conversa fiada



Olá, queridos,


Agora há pouco, a minha filha me falou:
- Mãe, tá todo mundo se lascando para entregar o trabalho de amanhã.
Então eu pensei: lascar é uma expressão tão nossa.

Resolvi procurá-la no dicionário formal- (Dicionário online de português) :

Significado de lascar
v.t. Quebrar em lascas; tirar lascas de.
Bras. Pop. Dar, aplicar: lascar uma bofetada.
V.i. e v.pr. Fender-se.
Sinônimos de lascar
Lascar: falhar, quebrar, rachar

No dicionário informal , algumas definições, entre elas:

· Ferrado, com problemas, passando por uma situação difícil.


-Vôte! Não é que as definições estão corretas e atendem perfeitamente bem ao nosso contexto.

O que a minha menina quis dizer foi o seguinte: “ mãe, nós temos muitos trabalhos a fazer . Está todo mundo quebrado, ferrado.

Agora, eu já posso responder:
- Te avexa, menina! Senão a professora vai ficar com a gota serena.
E ela pegou o beco.