Pages

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Aficionado ou Aficcionado?

Aficionado, pois a forma aficcionado não existe.

Acidente ou Incidente?



Acidente
 é um  fato imprevisto e com graves consequências: acidente de trânsito, acidente aéreo, etc. 

Incidente é um episódio de importância menor: incidente diplomático, incidente entre os irmãos, incidente desnecessário.

Bimensal ou Bimestral?


Bimensal significa  duas vezes por mês, ou seja, quinzenal.
Exemplo: Revista bimensal. 

Bimestral significa uma vez a cada dois meses.

Exemplo: Taxas bimestrais.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Formas variantes

Há palavras que admitem mais de uma forma de grafia, sem que isso lhes altere o sentido. O emprego dessas formas variantes é indiferente, mas é sempre preferível a forma mais usada na linguagem cotidiana.

Catorze e quatorze;
cociente e quociente;
assoviar e assobiar;
bêbado e bêbedo;
aspecto e aspeto;
xeretar e xeretear;
mobiliar e mobilhar;
verruga e berruga;
rubi e rubim;
derrubar e derribar;
taverna e taberna;
xérox e xerox;
matracar e matraquear;
redemoinho e remoinho;
entretenimento e entretimento;
coradouro e quaradouro;
coisa e cousa;
malvadeza e malvadez;
espécime e espécimen;
embaralhar e baralhar;
diabete e diabetes;
champanhe e champanha;
chipanzé e chimpanzé.

Estou no Facebook!

Pessoal, criei uma página do blog no Facebook!
Fiquem a vontade para curtir!

http://www.facebook.com/Portuguesehlindo

Saiu o espelho do ENEM!

Do NE10



Depois de inúmeros recursos judiciais de estudantes de todo o país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) liberou o acesso às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Através do site do Inep será possível, a partir desta quarta-feira (4), verificar a correção dos textos. As notas, no entanto, não serão passíveis de recurso.

Segundo dados divulgados pelo instituto, foram corrigidas 4.113.558 redações. Desse total, 1,82% estavam em branco e outras 1,72% receberam nota zero. 

O resultado dos participantes foi divulgado no dia 28 de dezembro mas, antes, diversos estudantes recorreram à Justiça para tentar ter acesso aos espelhos de correção antes do período de inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa a nota do Enem como forma de ingresso a universidades de todo o País. Os tribunais regionais, no entanto, suspenderam as liminares por entenderem que o edital prevê apenas a vista pedagógica da correção dos textos.

Os textos do Enem passaram por dois corretores diferentes, que avaliam a redação de acordo com o domínio da língua, compreensão do tema, capacidade de organizar ideias, demonstração de conhecimento dos mecanismos necessários para a construção da argumentação e apresentação de solução para a proposta dissertativa.

Caso as notas dadas pelos corretores tiverem uma diferença maior que 20%, um terceiro avaliador é chamado para a correção. Se mesmo assim persistir uma diferença de 200 pontos, o texto é levado a uma banca examinadora composta por três avaliadores que decidem a nota final.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Interjeições



Interjeição é a palavra variável que exprime sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito, traduzindo as reações das pessoas.

Locução interjetiva é o conjunto de duas ou mais palavras que exerce a função de interjeição: Ora bolas! Macacos me mordam! Valha-me Deus!

Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Atenção!, Olha!, Alerta!
Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
Desculpa: Perdão!
Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Eh!
Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, Ora!
Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
interrogar e responder - Hã?
Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, Deus!
Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!


Diponível em:http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf90.php


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Volta às Aulas

                                                 Tirei daqui



Um grande desafio espera por você!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O poder das letras


                       Contando histórias, 2002
                        Reynaldo Fonseca, Brasil (1925)
                        Óleo sobre tela, 80 x 100 cm
                        Coleção Particular



Minha mãe muito cedo me introduziu aos livros. Embora nos faltassem móveis e roupas, livros não poderiam faltar. E estava absolutamente certa. Entrei na universidade e tornei-me escritor. Posso garantir: todo escritor é, antes de tudo, um leitor.
Moacyr Scliar. O poder das letras. In: TAM Magazine, jul./2006, p. 70 (com adaptações).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vinícius de Moraes


                                                       Tirei daqui   



"Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só"
- Vinicius de Moraes, in "Samba da Benção".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Crase: da página 15 à 20 ou da página 15 a 20

Só há crase na correlação “de... a...” quando a preposição “de” aparece combinada com artigo. Perceba:

Exercícios da p. 5 à 10. (= da ... à ...,  CRASE)
A inscrição será de 07 a 15 de novembro. (= de ... a ..., SEM CRASE)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Nem tudo é fácil



                      Cecília Meireles       Tirei daqui


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!!!

Cecília Meireles


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Al berto



                                          Tirei daqui

mais nada se move em cima do papel 

nenhum olho de tinta iridescente pressagia 

o destino deste corpo 

os dedos cintilam no húmus da terra 

e eu 

indiferente à sonolência da língua 

ouço o eco do amor há muito soterrado 

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço 

no interior dessa ânfora alucinada 

desço com a lentidão ruiva das feras 

ao nervo onde a boca procura o sul 

e os lugares dantes povoados 

ah meu amigo 

demoraste tanto a voltar dessa viagem 

o mar subiu ao degrau das manhãs idosas 

inundou o corpo quebrado pela serena desilusão 

assim me habituei a morrer sem ti .


Eremitério (Al berto)



Alberto Raposo Pidwell Tavares (seu pseudónimo Al Berto) nasceu em Coimbra no dia 11 de Janeiro de 1948. Al Berto foi um poeta e editor português. É em Sines onde passa toda a infância e adolescência até que a familia decide enviá-lo para o estalebecimento de ensino artístico Escola António Arroio, em Lisboa. Al Berto frequentou diversos cursos de artes plásticas, em Portugal e em Bruxelas, onde se exilou em 1967. A partir de 1971 dedicou-se exclusivamente à literatura.     
A sua poesia retomou, de algum modo, a herança surrealista, fundindo o real e o imaginário. Está presente, frequentemente, uma particular atenção ao quotidiano como lugar de objectos e de pessoas, de passagem e de permanência, de ligação entre um tempo histórico e um tempo individual. O Medo (uma antologia do seu trabalho desde 1974 a 1986) veio a tornar-se no trabalho mais importante da sua obra e o seu testemunho artístico.     
Deixou ainda textos incompletos para uma ópera, para um livro de fotografia sobre Portugal e uma «falsa autobiografia», como o próprio autor a intitulava.     
Morreu de linfoma em 1997.

A Estranha Passageira






     O senhor sabe? É a primeira vez que eu viajo de avião. Estou com zero hora de voo - e riu nervosinha, coitada.
            Depois pediu que eu me sentasse ao seu lado, pois me achava muito calmo e isto iria fazer-lhe bem. Lá se ia a oportunidade de ler o romance policial que eu comprara no aeroporto, para me distrair na viagem. Suspirei e fiz o bacana respondendo que estava às suas ordens.
     Madama entrou no avião sobraçando um monte de embrulhos, que segurava desajeitadamente. Gorda como era, custou a se encaixar na poltrona e arrumar todos aqueles pacotes. Depois não sabia como amarrar o cinto e eu tive que realizar essa operação em sua farta cintura.
   Afinal estava ali pronta pra viajar. Os outros passageiros estavam já se divertindo às minhas custas, a zombar do meu embaraço ante as perguntas que aquela senhora me fazia aos berros, como se estivesse em sua casa, entre pessoas íntimas. A coisa foi ficando ridícula.
      -Para que esse saquinho aí? – foi a pergunta que fez, num tom de voz que parecia que ela estava no Rio ou em São Paulo.
           - É para a senhora usar em caso de necessidade – respondi baixinho.
Tenho certeza de que ninguém ouviu minha resposta, mas todos adivinharam qual foi, porque ela arregalou os olhos e exclamou:
      -Uai.....as necessidades neste saquinho ? No avião não tem banheiro?
      Alguns passageiros riram, outros – por fineza – fingiram ignorar o lamentável equívoco da incômoda passageira de primeira viagem. Mas ela era azougue (embora com tantas carnes parecesse mais um açougue) e não parava de badalar. Olhava para trás, olhava para cima, mexia na poltrona e quase levou um tombo, quando puxou a alavanca e empurrou o encosto com força, caindo para trás e esparramando embrulhos para todos os lados.
O comandante já esquentara os motores e a aeronave estava parada, esperando ordens para ganhar a pista de decolagem. Percebi que minha vizinha de banco apertava os olhos e lia qualquer coisa. Logo veio a pergunta:
         - Quem é essa tal de emergência que tem uma porta só pra ela?
     Expliquei que emergência não era ninguém, a porta é que era de emergência, isto é, em caso de necessidade, saía-se por ela.
Madama sossegou e os outros passageiros já estavam conformados com o término do “show”. Mesmo os que mais se divertiam com ele resolveram abrir jornais, revistas ou se acomodarem para tirar uma pestana durante a viagem.
Foi quando madama deu o último vexame. Olhou pela janela (ela pedira para ficar do lado da janela para ver a paisagem ) e gritou:
          - Puxa vida!!!!!
    Todos olharam para ela, inclusive eu. Madama apontou para a janela e disse:
        - Olha lá embaixo.
   Eu olhei. E ela acrescentou:
   -Como nós estamos voando alto, moço. Olha só.......o pessoal lá embaixo até parece formiga.
  Suspirei e lasquei:
      - Minha senhora, aquilo são formigas mesmo. O avião ainda não levantou voo.
       Stanislaw Ponte Preta   Para gosta de ler  Editora Ática

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Enredo,tempo e espaço

Mário Lago     Tirei daqui 


                                                                                     
        Lu foi comprar o queijo que Dalmo queria para o lanche. Na rua, encontrou Miro, que namorava quando tinha 15 anos e era virgem. Foram andando na companhia das lembranças. As novenas… o cinema nas matinês de domingo… os bailes no clube dos Marujos, os dois dançando sempre ao fundo do salão porque, se o pai dela visse o agarramento, era escândalo na certa e o soco do velho Justa doía mais que coice de mula… o mato escuro no fim da rua…
- Eu moro aqui. Quer entrar?
Miro foi o primeiro homem de sua vida e, na época, ela ficou sem saber direito o que isso é. O rapaz tinha 17 anos e também era virgem.
- Quer entrar?
Lu cedeu à curiosidade, entrou e conheceu delícias. Naquela noite, Miro ia a São Paulo, ela foi junto. De lá, seguiram para a Europa, Lisboa, Madri, Paris, Roma, Berlim, Londres… Céus de diversos tons de azul, colchões e rostos diferentes… Um dia ela pensou no que fizera a Dalmo: nem sequer um telefonema de adeus. Ele não merecia. Tão amoroso, gentil. Estavam em Stutgart, Miro dormia o sono solto. Correu para o aeroporto. Era o fim de tarde quando Lu entrou em casa e, antes que Dalmo quisesse saber a razão daquela ausência de dois anos e meio, ela mostrou o embrulho e falou como se tivesse saído ainda há pouco.
- O queijo que você quer para o lanche.
(Mário Lago, 16 linhas cravadas.
São Paulo: Publisher Brasil, 1988. p. 41.)



Analisando o enredo, o tempo e o espaço 

Os elementos básicos de uma narrativa são a personagem, o espaço e o tempo, organizados no enredo por um narrador. o espaço em que as ações acontecem está intimamente ligado ao tempo em que ocorrem , da mesma maneira que ambos estão ligados à caracterização das personagens . É nessa articulação - chamada - enredo- que se instaura um movimento que faz o leitor envolver-se no que é narrado.

Pode-se dizer que o enredo é o conjunto dos fatos de uma história. Nele estão envolvidas a apresentação das personagens e das situações, além das sucessivas transformações pelas quais elas vão passando ao longo do tempo transcorrido.

Uma narrativa traz cinco pilares de sustentação.

O enredo (como?)
        Trata-se, aqui, da ação da narrativa, da sucessão de fatos, vivências, situações. É também chamado de intriga, fabulação, trama etc. Nele as personagens se põem em movimento, mantendo uma com as outras, como na vida, relações que podem ser de colaboração, de afinidade, de oposição, de competição, etc.

As personagens (quem?)
        Entre as personagens há aquelas que se destacam porque agem mais: são as protagonistas, também chamadas de heróis ou personagens principais. As que se relacionam com elas por oposição são as antagonistas, que geralmente aparecem também em primeiro plano. Em volta dessas, há sempre um conjunto de personagens secundárias, que ajudam a sustentar a trama.
    
O tempo (quando)
          As personagens vivem e agem num dado espaço, durante certo tempo. Esse tempo pode ser cronológico ou psicológico. O tempo cronológico é o da natureza, aquele marcado pelo relógio, relacionado com o passar das horas e dos minutos - fundamental nas narrativas históricas.  O tempo psicológico é o tempo da duração interior dos fatos, variável de indivíduo para indivíduo e composto de momentos imprecisos, que se fundem ou se aproximam. Nele podem misturar- se passado, presente e futuro, ao sabor dos sentimentos das lembranças.

O espaço (onde?)
         A ambientação, o conjunto de elementos que copõem, por exemplo, o quarto, a sal, a rua, o bar, a montanha, a floresta, a escola, a cidade, o sertão etc., constitui o espaço narrativo. Ou seja, o lugar onde se movem as personagens. Existe também o espaço psicológico, que é o espaço interior, o universo da nossa vivência subjetiva, pessoal, cheio de sonhos e desejos que predominam nas narrativas intimistas.

O conflito     
No desenrolar do enredo tem papel fundamental o conflito, isto é, o elemento de tensão em torno do qual são organizados os fatos e seu desenvolvimento. Por ser o elemento que mais prende a atenção do leitor, o conflito, de maneira geral, determina as parte do enredo:

*introdução (ou apresentação): é o começo da história, a parte na qual se apresenta os fatos iniciais, as personagens e, às vezes, o tempo e o espaço. Perceba que no texto O queijo, de Mário Lago, a introdução é o primeiro parágrafo onde se dá a apresentação das três personagens e alguns acontecimentos.

*complicação (ou desenvolvimento): é a parte em que o conflito se desenvolve, complicando-se (pode haver mais de um conflito na história). No texto O queijo, de Mário Lago, vai de “- Eu moro aqui. Quer entrar?” a “ Estavam em Stutgart, Miro dormia o sono solto.”. ( o enredo se complica com o convite de Miro, pois a partir daí, Lu se envolve com ele e passa a acompanhá-lo em suas viagens, até que um dia, lembra-se de Dalmo.

*clímax: é o ponto culminante da história, o de maior tensão, o momento em que o conflito atinge seu ponto máximo. No texto O queijo, de Mário Lago, “Correu para o aeroporto” é uma frase que  sintetiza grande tensão, gerando ansiedade no leitor, pois significa duas coisas: Lu abandonou Miro e decidiu voltar para Dalmo.

 *conclusão (ou desfecho): é a solução final do conflito, que pode ser feliz, trágica, inesperada, cômica, surpreendente, etc. ). No texto O queijo, de Mário Lago, Vai de “ Era um fim de tarde” ate o final surpreendente expresso na frase “_ O queijo que você quer para o lanche”.

O enredo pode ser desenvolver de modo linear, isto é, numa sucessão contínua de fatos, que vêm um após o outro, num encadeamento lógico de causa e consequência. E pode também desenvolver-se de modo não linear, ou seja, de maneira que os fatos não são apresentados em sequência; eles evoluem aos saltos, como omissões, interrupções e cortes. No texto O queijo, de Mário Lago, embora predomine o tempo cronológico, pois o narrador registra fatos acontecidos no período de dois anos e meio, há, no encontro de Lu e seu ex-namorado, um afastamento do tempo presente quando os dois voltam ao passado (tempo psicológico).

Um texto narrativo não é,  portanto, um mero relatar de acontecimentos, mas o resultado de um trabalho de organização e recriação de um mundo particular, no interior do qual tudo deve fazer sentido.


Fonte: FERREIRA, Marina. Redação: palavra e arte: ensino médio – 2. Ed. São Paulo: Atual, 2010

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

sob ou sobre


                                                  Tirei daqui



Sob significa embaixo de.
Exemplo: O cidadão estava sob suspeita.

Sobre significa em cima de .
Exemplo:  As mãos estão sobre a mesa.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Jure ou juri



Jure é a forma do presente do indicativo do verbo jurar.
Exemplo: Querem que ele jure inocência.

Juri é o grupo de pessoas que deve fazer um julgamento.

Incipiente ou insipiente



Incipiente é iniciante, que está no começo.
Exemplo: Esta pesquisa ainda está em uma fase incipiente.

Insipiente é ignorante, que não sabe nada.
Ele é um homem insipiente, mas gosta de dar palpite em tudo.

Aja ou haja

Aja é a forma do verbo agir.
Exemplo: Não fique aí parado! Aja imediatamente!

Haja é a forma do verbo haver.
Exemplo: Espero que haja comida para mim.

José Luis Peixoto





                                                              José Luís Peixoto
                                                                                Tirei daqui


Fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e 
vestido com roupa passada a ferro, rastos de chamas
dentro do corpo, gritos desesperados sob as conversas: 
fingir que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua 
onde os nossos olhares se encontram é noite: as 
pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas, 
tão desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: 
nós olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a 
ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades
de medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, 
Pergunto dentro de mim: será que vou morrer? Olhas-me e só tu
sabes:ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode 
dizer:amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: 
um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga. 


(José Luis Peixoto)




José Luís Peixoto (1974, Galveias, Portalegre, Portugal), escritor Português.    
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Tem publicado poesia e prosa. Recebeu o Prémio Jovens Criadores (área de literatura) nos anos 97, 98 e 2000. Em 2001, o seu romance «Nenhum Olhar» recebeu o Prémio Literário José Saramago. Está representado em diversas antologias de prosa e de poesia nacionais e estrangeiras. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras. Em 2005, escreveu as peças de teatro «Anathema» (estreada no Theatre de la Bastille, Paris) e «À Manhã» (estreado no Teatro São Luiz, Lisboa). Em 2006, publicou o romance «Cemitério de Pianos». Os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, República Checa, Croácia, Bielo-Rússia e Brasil.    
Estando actualmente em preparação edições no Reino Unido, Hungria e Japão.

    Obras: 

Morreste-me (ficção, 2000)
Nenhum Olhar (romance, 2000)
A Criança em Ruínas (poesia, 2001)
Uma Casa na Escuridão (romance, 2002)
A Casa, a Escuridão (poesia, 2002)
Antídoto (ficção, 2003)
Cemitério de Pianos (romance, 2006)