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terça-feira, 9 de abril de 2013

Estilística: figuras de linguagem



Oi, turminha!

Relembrando a revisão.



Figuras de linguagem 

 São recursos estilísticos aplicados ao texto a fim de obter efeitos expressivos relacionados ao sentido, à posição ou à combinação das palavras.

Figuras de palavras ou tropos

Consistem na mudança do sentido literal das palavras para seu sentido figurado. São figuras de palavras: a comparação, a metáfora, a catacrese, a metonímia a sinestesia. 


  • Comparação - consiste em relacionar termos diferentes que possuem determinada semelhança.
  • Metáfora - comparação subentendida: Seus olhos são dois diamantes.
  • Catacrese -  Uso de uma palavra para descrever algo fora de seu contexto habitual por falta de um termo específico: Comprei dois pés de alface.
  • Metonímia - Substituição de um termo por outro, desde que haja relação de correspondência entre eles: comi dois pratos de almoço. pratos = comida ( esse tipo é denominado continente pelo conteúdo. 
  • Sinestesia- recurso que sugere a mistura de diferentes sensações : Senti  um gosto amargo e áspero.


Figuras de pensamento

Ocorrem quando são empregadas, intencionalmente palavras que provocam significados ou ideias diferentes daquelas que normalmente as palavras ou expressões sugerem ao contexto.

  • Antítese - emprego de palavras de sentidos opostos: Sentia uma alegria triste.
  • Eufemismo - substituição de palavras por outras visando suavizar o enunciado: Você faltou com a verdade. Faltar com a verdade = mentir.
  • Ironia- Afirmação contrária à real intenção: Foi tão esperto que perdeu os documentos.
  • Hipérbole - expressão de ideias de maneira exagerada: Chorou rios de lágrimas.
  • Prosopopeia ou personificação - atribuição de características humanas a seres inanimados ou irracionais: O vento suspirou o seu nome.
  • Gradação- sequência que exprime ideias em progressão crescente ou decrescente: Sentiu-se triste, deprimido, arrasado.
  • Apóstrofe - corresponde ao vocativo: Ó meu amor, onde estás.


Figuras de construção ou sintaxe 

Caracterizam-se por apresentar determinadas mudanças na estrutura comum das orações .

Em português os termos obedecem a seguinte sequência na ordem direta:

sujeito + verbo + complementos verbais + adjuntos adverbiais.

Veja: Eu  vi    o meu semblante numa fonte.
          sujeito    verbo       complemento verbal = objeto direto      adjunto adverbial

As figuras de construção ou de sintaxe se relacionam a mudanças na ordem direta, à concordância dos termos  e a outras situações. São elas: hipérbato, elipse, zeugma, polissíndeto, assíndeto, anacoluto, anáfora e a silepse.

  • Hipérbato - inversão dos termos da oração: Da minha vida cuido eu.
  • Elipse- omissão de palavra identificável pelo contexto: (Nós) Devemos ficar juntos neste momento.
  • Pleonasmo - redundância que objetiva enfatizar a expressão: Chorou um choro sentido.
  • Polissíndeto - repetição de conectivos: E ria, e pulava, e dançava.
  • Assíndeto- omissão de conectivos: Não ficamos, era muito tarde.
  • Anacoluto- interrupção da construção sintática da oração: Os amigos, não devemos nos esquecer deles.
  • Anáfora - repetição de palavras no início de versos ou orações: Bom dia, aos senhores. Bom dia, às senhoras. Bom dia, aos rapazes.
  • Silepse - concordância com termo subentendido, com a ideia que se quer transmitir: Vossa Excelência está preocupado com algo? O time esforçou-se muito e jogaram uma bela partida. Os operários somos um grupo muito unido.



Figuras sonoras

Caracterizam-se pela sua função de gerar efeitos sonoros específicos. Esse tipo de figura é melhor identificado quando lidas em voz alta. São figuras sonoras: a aliteração, a assonância a onomatopeia, e a paranomásia.

  • Aliteração - repetição de fonemas consonantais: O vento ventava viajando pelas vias vazias.
  • Assonância - repetição de fonemas vocálicos em sílabas tônicas: Essa bela velha sede.
  • Onomatopeia - representação de sons através de palavras: Atchim! Não aguento mais essa gripe.
  • Paranomásia - associação entre parônimos ( trocadilhos):Vim parar nessa cela, pois roubei uma sela.


Fonte:Vereda Digital - Gramática Texto Em - 3 ª ed. 2012. Autor: Sarmento, Leila Lauar.Editora: Moderna.


Obs.: Queridos,  as figuras destacadas em vermelho farão parte do AD2.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Verdades da profissão de professor


Substantivo - Flexão de gênero


Classificação quanto ao gênero:
  • Uniformes: têm uma  única forma para ambos os gêneros; subdividem-se em:

a) Comuns de dois gêneros - admitem a mesma forma para o masculino e o feminino: 
o/a artista , o/a pianista, o/a dentista, o/a colega, o/a jornalista, Este/Esta cliente.

b) Sobrecomuns - referem-se a seres humanos; é pelo contexto em que aparecem que se determina o gênero:
 a criança, a vítima, a criatura, o indivíduo.

c) Epicenos - são substantivos de um único gênero que se referem a animais: a águia, o jacaré, a borboleta, a cobra.

  • Biformes:  apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: menino – menina, gato – gata, pombo – pomba.
Mas existem algumas palavras que, por não se enquadrarem nas regras básicas, formam o gênero feminino de maneira  diferente, veja alguma delas:


abade: a abadessa

alcaide: a alcaidessa, a alcaidina
aldeão: a aldeã
alfaiate: a alfaiata
anfitrião: a anfitrioa, a anfitriã
apóstolo: a apóstola
aprendiz: a aprendiza
arcebispo: a arquiepiscopisa
asno: a asna
ateu: a ateia
avejão: a ave

bacharel: a bacharela
barão: a baronesa
bispo: a episcopisa
búfalo: a búfala
bugre: a bugra
burro: a besta

cáiser: a caiserina
capiau: a capioa
capitão: a capitã
cavaleiro: a cavaleira, a amazona
cavalheiro: a dama
charlatão: a charlatã, a charlatona
cidadão: a cidadã
comandante: a comandanta
comediante: a comedianta
conde: a condessa
cônego: a canonisa
confrade: a confreira
cônsul: a consulesa (esposa),
a cônsul (funcionária)
coronel: a coronela
cupim: a arará
czar: a czarina

deputado: a deputada
deus: a deusa, a diva, a deia
diabo: a diaba, a diáboa, a diabra
diácono: a diaconisa
doge: a dogesa, a dogaresa
duque: a duquesa

elefante: a elefanta
embaixador: a embaixadora (funcionária), a embaixatriz (esposa)
ermitão: a ermitoa, a ermitã
etíope: a etiopisa

faisão: a faisoa, a faisã
faquir: a faquiresa
fariseu: a fariseia
felá: a felaína
filhote: a filhota
filisteu: a filisteia
frade: a freira
frei: a sóror, a soror

garçom: a garçonete
general: a generala
gigante: a giganta (como adjetivo é invariável: o homemgigante, a mulher gigante)
glutão: a glutona
governante: a governanta, a governante
grão-duque: a grã-duquesa
grou: a grua
guri: a guria

hebreu: a hebreia
herói: a heroína
hindu: a hindu (invariável)
hipopótamo: a hipopótama
hortelão: a horteloa
hóspede: a hóspeda, a hóspede

ilhéu: a ilhoa
imperador: a imperadora (profissão),
a imperatriz (esposa)

jabuti: a jabota
javali: a javalina, a gironda
jogral: a jogralesa
judeu: a judia
juiz: a juíza

ladrão: a ladra
lavrador: a lavradeira
lobo: a loba

maestro: a maestrina
mandarim: a mandarina
marajá: a marani
marechal: a marechala
melro: a mélroa, a melra
mestre: a mestra
ministro: a ministra
moleque: a moleca
monge: a monja
músico: a música

oficial: a oficiala

papa: a papisa
papagaio: a papagaia (usa-se também como epiceno)
paraninfo: a paraninfa
pardal: a pardoca, a pardaloca
parente: a parenta, a parente
parvo: a párvoa
patrão: a patroa
patriarca: a matriarca
patrono: a patrona
pavão: a pavoa
peão: a peã, a peona, a peoa
peixe-boi: a peixe-mulher
perdigão: a perdiz
pigmeu: a pigmeia
piloto: a pilota
pinto: a pinta
píton: a pitonisa
plebeu: a plebeia
poeta: a poetisa


político: a política
prefeito: a prefeita
presidente: a presidenta, a presidente
primeiro-ministro: a primeira-ministra
príncipe: a princesa
prior: a priora, a prioresa
profeta: a profetisa

rajá: a rani
rapaz: a rapariga
réu: a ré
rico-homem: a rica-dona
rinoceronte: a abada

sapo: a sapa
sacerdote: a sacerdotisa
sandeu: a sandia
sargento: a sargenta
soldado: a soldada
suboficial: a suboficiala
sultão: a sultana

tabaréu: a tabaroa
tabelião: a tabeliã
tecelão: a tecelã, a teceloa
técnico: a técnica
tribuno: a tribuna

veado: a veada, a cerva
vilão: a vilã, a viloa
visconde: a viscondessa

zangão: a abelha


Fonte: SARMENTO. Leila Lauar . Gramatica Em Textos - Editora: Moderna

               
                                                     Tirei daqui


              Era a hora dos passarinhos. E lhe fazia pensar no amor, sentimento esgarçado na rotina do cotidiano. Saíra havia pouco do trabalho com a sensação incômoda de que se tornava, dia após dia, mais eficiente. E menos ociosamente livre. Uniformizara os pássaros cantores de sua alma num avental de funcionários exemplar, obrigando-os a assinar ponto, fazer requerimentos, responder presente àquilo que se chamava luta pela vida e que era, afinal, o esforço medíocre de sobreviver.

(Ilka brunilde Laurinto. Parque de diversões - crônicas. São Paulo: Atual, 1998. p. 52)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Poeminho do contra





POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mario Quintana

quinta-feira, 28 de março de 2013

Janela sobre palavras (IV)


Tirei daqui

          Magda Lemonier recorta palavras nos jornais, palavras de todos os tamanhos, e as guarda em caixas. Numa caixa vermelha guarda as palavras furiosas. Numa verde, as palavras amantes. Em caixa azul, as neutras. Numa caixa amarela, as tristes. E numa caixa transparente guarda as palavras que têm magia.
           Às vezes, ela abre e vira as caixas sobre a mesa, para que as palavras se misturem do jeito que quiserem. Então, as palavras contam para Magda o que acontece e anunciam o que acontecerá."

GALEANO, Eduardo. As palavras andantes. Porto Alegre:L&PM,994.

Meu querido Quintana





                                                                    Tirei daqui

"Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....O amor é quando a gente mora um no outro."

MÁRIO QUINTANA

quarta-feira, 20 de março de 2013

Plural de alguns substantivos


O adeus - os adeuses
O arroz - os arrozes
O chofer - os choferes
O futebol - os futebóis
O alazão - os alazões ou alazães
O cantil - os cantis
O cós - os cós
O papai Noel - os Papais Noéis
O álcool - os álcoois
O caráter - os caracteres
A estupidez - as estupidezes
O alcorão - alcorães ou alcorões

A cerca de / Acerca de / Cerca de / Há cerca de


1. A cerca de ou cerca de significam “aproximadamente”, “mais ou menos”.
Estávamos a cerca de dois quarteirões do local do crime.

2. Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.
Falei acerca da situação econômica do Brasil.

3. Há cerca de exprime tempo decorrido, significando “faz aproximadamente”.
Ele viajou há cerca de duas horas.

Fonte:Minigramática - Edição Reformulada. Autor: Terra, Ernani. Editora: Scipione

Crase diante de números











Devo usar crase diante de números? Claro que sim! Mas é importante lembrar que esse emprego só acontecerá diante de palavras femininas.


Observe alguns empregos :

Faça os exercícios da página 30 à  (página) 37.  Nesse exemplo, o número 37 significa "a página 37".  ( de prep. + a)  + a = Crase) 


Viajarei da França à Alemanha. (da + a = crase) 

Não ocorre  crase  antes de numeral  = de + a , ou seja, a preposição não veio acompanhada de artigo.

As provas do 1o. período vão de 12 de abril a 20 de abril.  de + a = não há crase.
Trabalho de segunda  a sexta.( de + a = não há crase)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Resenha - A Escolha de Jake








A escolha de Jake é o segundo livro da série ‘’Para salvar uma vida’’, já que ele no primeiro livro foi para a faculdade e a Amy ficou. Mas quando ele chega na faculdade e fica deslumbrado com todo aquele mundo sua fé e crença vai ficando de lado e cada vez mais ele se afasta de Deus, até que ele e Amy terminam e seguem por caminhos diferentes.
Ele começa a fazer tudo o que fazia antes de conhece a Jesus e simplesmente passa a curtir cada momento de liberdade que a faculdade e festas de fraternidades oferecem.
Já Amy, começa a fazer o curso de Psicologia em Stanford. E ela dá sorte em ter uma amiga de quarto cristã. E depois que as duas firmam a amizade elas finalmente conhecem o grupo cristão da faculdade e é quando Amy conhece o Steven com quem começa a se envolver.
O livro dá várias reviravoltas, mas é difícil ver Amy e Jake separados, porém essa separação dá aos dois rumos importantíssimos na vida, ela conhece o pai e Jake se vê obrigado a voltar para Jesus pois o único amigo dele revela algo tremendamente assustador.
E ele se vê em um impasse: E se deixar Grant – seu novo e melhor amigo – por causa desse segredo? Com certeza este – Grant – terá o mesmo fim trágico que Roger teve.
A história fica paralela, mostrando a vida de Jake e Amy e o final nos dá certeza de uma continuação emocionante.
Com certeza estão ansiosas para ler o terceiro volume e saber o que Amy e Jake vão fazer já que o livro termina com os dois dizendo que no verão eles vão se rever. Agora é só torcer para que nada dê errado! 

Disponível em: http://escritasobreatela.blogspot.com.br/2012/02/resenha_24.html

terça-feira, 12 de março de 2013

“Por que se leem romances?




                                          Tirei daqui


Sartre disse bem: “Por que se leem romances? Falta alguma coisa na vida da pessoa que lê, e é isso que ela procura no livro. O sentido, evidentemente, é o sentido de sua vida, dessa vida que para todo mundo é torta, mal vivida, explorada, alienada, enganada, mistificada, mas acerca da qual, ao mesmo tempo, aquele que a vive sabe muito bem que poderia ser outra coisa.”

Ricardo Piglia, O último leitor. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. (trad. Heloisa Jahn)

sexta-feira, 8 de março de 2013

São os cabelos das mulheres



        
                                                Tirei daqui
                                        
         Naquela aldeia de montanha perdida entre neblinas, a chuva havia começado há mais tempo do que era possível lembrar. Só água vinha do céu, em fios tão cerrados que as nuvens pareciam cerzidas ao chão. As plantações haviam-se transformado em charcos, as roupas já não secavam junto aos fogos fumacentos, e pouco ou nada restava para comer.
           Reuniram-se os velhos sábios em busca de uma resposta, e longamente deliberaram estudando as antigas tradições. - São os cabelos das mulheres - disseram por fim. E obedecendo aos pergaminhos, ordenaram que fossem cortados. Na praça da aldeia, desfeitas tranças e coques, soltos todos os grampos, os longos fios que chegavam à cintura foram decepados rente à raiz, e entregues à chuva. Todos os viram descer na correnteza, ondulantes e negros. Todos se encheram de esperança, enquanto as mulheres abaixavam a cabeça deixando a água escorrer em filetes sobre a pele nua.
          De fato, pouco demorou para que as nuvens levassem sua carga em direção ao vale, desfazendo-se ao longe. E o sol acendeu-se num céu tão enxuto e limpo que parecia novo. Aquecia-se ao sol a antiga umidade guardada entre pedras e grotas. Vindas daquele calor, talvez, daqueles vapores abafados no escuro silêncio, longas serpentes negras começaram a deslizar para a luz.
         Os homens só se deram conta da temível presença quando os campos abaixo da aldeia já estavam invadidos. Com asco e horror as encontravam de repente enroscadas no cabo de um enxada, no fundo de um cesto, ou brilhando entre os sulcos. Eram tantas. De nada adiantavam caçá-las; cortadas ao meio ou degoladas por facão ou foice multiplicavam-se, cada parte adquirindo vida própria e afastando-se como se recém-saída do ovo.
           Quase não lhes bastassem os campos, começaram a deslizar em direção à aldeia. Em breve bastou afastar um móvel, abrir um armário, para encontrar uma serpente enovelada. Qualquer cobertor, qualquer travesseiro, qualquer manta ou almofada podia ser seu ninho. E entre as achas de lenha, entre as talhas de azeite, entre os gravetos e as cinzas do fogão, entre os grãos nas despensas, por toda parte e em todo canto cobras ondulavam suas espirais.
            - São os cabelos das mulheres! - exclamaram afinal os aldeões sem necessidade de reunir os sábios. E as mulheres riram, escondendo o rosto nos lenços e nos xales com que cobriam suas cabeças. - Acabem com isso! - ordenaram-lhes os sábios. E não se referiam ao riso, mas às serpentes. E com voz que não admitia réplica, repetiram - Acabem com isso, mulheres!
           Mas como acabar com o flagelo se lhes faltava o remédio? - responderam as mulheres. E acrescentaram - Cabelos. Para acabar com esses, precisamos dos nossos. E cabelos elas não tinham. Parecia inútil procurar. Por baixo dos lenços apenas uma leve penugem despontava. Nenhuma mulher havia sido poupada. Ainda assim procuraram de casa em casa, mesmo nas mais distantes, até que, escondida entre as saias das irmãs mais velhas no fundo de um casebre, encontraram uma menina. Uma menina pequena, tão pequena que ao tempo das chuvas havia sido confundida com um menino. Uma menina pequena, com um rabichinho magro. 
               Desatado o cordão que prendia o rabicho, os cabelos desceram cobrindo as orelhas. A mãe colheu um fio, enfio-o numa agulha. Todos olhavam. Todos viram a mãe levantar uma pedra, suspender a serpente que ali se abrigava e, com pontos firmes, coser-lhe a boca. Todos viram a serpente afastar-se deslizando ladeira abaixo. O rabicho da menina já era apenas um fio quando a última ondulação negra desceu a encosta e a grama fechou-se sobre o seu rastro. 
                    E passado algum tempo, a serenidade havia voltado à aldeia. Sem que, porém, viesse com ela a alegria. O frio demorava-se, sem abrir caminho à primavera. As mulheres caminhavam no vento com a cabeça coberta, todas elas envoltas em panos. As brotações tardavam, as sementes não germinavam na terra gelada, nem chegavam as aves migrantes.
                Ainda fazia frio na manhã em que a primeira mulher tirou o xale. Sacudiu a cabeça. Os cabelos que haviam crescido, rodearam-lhe o rosto. E porque aquela havia tirado o xale, uma e logo outra a imitaram, uma quarta desfez sobre a testa o nó que prendia o lenço, cabeças de mulheres assomaram às janelas, descobertas. Os cabelos, lisos, crespos, ondulados, dançavam livres farfalhando como folhas, cintilaram ao sol que de repente não parecia tão pálido. Em algum ponto daquela manhã, a primavera pôs-se a caminho.
                  - São os cabelos das mulheres - disseram os homens farejando o ar que se fazia mais fino.
                  E sorriram.

Marina Colasanti

quinta-feira, 7 de março de 2013

RESUMO DO PROJETO - BULLYING E CYBERBULLING: INTOLERÂNCIA NA ATUALIDADE.

Oi, turminha!

Mais uma etapa concluída!

Vocês são demais!
                                                                 
                                                                                "Seja excelente para o bem
                                                                                e inocente para o mal."
                                                                                                                    Romanos 16.19



Neste primeiro período, trabalhamos o projeto BULLYING E CYBERBULLING: INTOLERÂNCIA NA ATUALIDADE. Abrimos o projeto com uma conversa informal sobre o tema. Em seguida, buscamos sensibilizar a turminha através de um filme pré-selecionado. Assistimos ao longa-metragem  Bullying - Provocações sem limites. Após uma nova discussão sobre o tema, percebemos que já tínhamos jovens mais conscientes dos conceitos de bullying e cyberbulluing, também conhecedores dos males causados por essas práticas inaceitáveis. Passamos  à leitura do livro paradidático escolhido: Bem-vindo ao meu pesadelo, de José Teles.  Após um debate regrado, iniciamos a produção de textos. Selecionamos para esse momento o gênero resenha de livro. As resenhas foram produzidas e retextualizadas em sala de aula.  Diante dos textos revisados, passamos às postagens nos blogs abertos pelos alunos - individualmente ou em grupos.

Os blogs 

Trabalhamos o gênero  blog. ( A criação dos blogs aconteceu dias antes, em sala de aula ou em casa - quando o aluno já dispunha desse letramento digital). 


Curta alguns momentos do projeto: 

Resenhas escolhidas


Aluízio Magalhães
 Aluízio  Magalhães - 9o. ano 
                        
                                               

Bem-vindo ao meu pesadelo

           O livro "Bem-vindo ao meu pesadelo" aborda como tema principal o bullying.  Conta a história de um garoto chamado Tiago, que acabou de mudar de escola, e descobre que existe um grupo de valentões, chamados de Bad Boys, que está de olho nele. 
          O autor foi inteligente, pois como o tema não possui elementos que prendam o leitor por muito tempo, ele optou pela criação de uma história fictícia, em que, o grupo de valentões gosta de basear suas artimanhas em cenas tiradas de filmes, como por    exemplo, "Loucuras de Verão" (1973, George Lucas). 
                                                             A obra apresenta personagens marcantes, e com um enredo eletrizante, faz com que não tenhamos vontade de parar. O livro tem como alvo o público infantojuvenil. Eu recomendo este livro para todos, é uma leitura maravilhosa. 


Ficha Técnica: 
Autor: José Teles
Título: Bem-vindo ao meu pesadelo
Editora: Bagaço
Edição: 2011
Número de páginas: 84
Preço Sugerido: R$25,00

Disponível em: http://foramosamericanos.blogspot.com.br/


Minha foto
Guilherme Cavalcanti 9o. B
Bem-vindo ao meu pesadelo



             O livro, "Bem-vindo ao meu pesadelo", aborda um fenômeno cada vez mais conhecido e divulgado internacionalmente, o bullying. O livro é mais uma divulgação e alerta em relação a esse fenômeno. 
               Com uma história fictícia, o livro aborda vários tipos de bullying, com agressão física, psicológica e com humilhação. A trama, além disso, mostra o que se passa na vida de uma vítima de bullying, e ajuda a identificar o bullying através da história de Tiago, um garoto considerado "estranho" no seu colégio, por ser descendente de poloneses, ter a pele muito alva, e os olhos de um verde diferente. Assim, vira mais um alvo dos "Bad Boys", os valentões da história. Desse jeito, acaba enfrentando vários problemas. 
                   O livro mostra as marcas que o Bullying deixa na vida de uma vítima, mesmo com uma história simples e não muito grande, o livro consegue abordar muitos assuntos, como os traumas e o medo das vítimas do bullying. Mas o livro mostra  também o lado dos agressores, [...] Tiago sente pena dos bad boys por um momento. 
           Resumindo,  Bem-vindo ao meu pesadelo é um bom livro para a conscientização sobre bullying, e é recomendável para todos que sabem pouco sobre o assunto.


Ficha técnica:  
       Autor: José Teles
       Título: Bem-vindo ao meu pesadelo
       Editora: Bagaço
       Edição: 2011
       Número de páginas: 84
       Preço sugerido: 25,00

Disponível em:http://goob-digitalart.blogspot.com.br/

                                                                    


Na biblioteca 

A turminha do 9o. ano postando os seus textos - produzidos em sala de aula. 



O vídeo acima foi produzido e editado por Sânio Jorge 9º. B.


Obrigada, turminha!

segunda-feira, 4 de março de 2013

incipiente ou insipiente

Incipiente é principiante.
Insipiente é ignorante.

Estirpe ou extirpe

Estirpe  significa raiz , linhagem
Extirpe é a flexão do verbo extirpar.

Celerado ou acelerado

Celerado significa criminoso.
Acelerado é apressado.

auto ou alto

Auto  é ato público, peça teatral de um ato, peça processual.
Alto  significa de grande extensão vertical, elevado, grande.

Arroxar ou arrochar

Arroxar é tornar-se roxo - arroxear.
Arrochar - apertar com arrocho, ou seja, apertar muito.

Bullying - Provocações Sem Limites - 9o.s anos

"Seja excelente para o bem e inocente para o mal."
                                                                                            Romanos 16.19

"A prática do bullying, ou abuso e assédio físico e moral de estudantes por outros estudantes, já chegou a ser tolerada, como rito de passagem até pelos próprios educadores no passado. 

Hoje, felizmente, é compreendida como negativa e considerada inaceitável numa sociedade civilizada.
Quem nunca sentiu-se fragilizado ou ameaçado fisicamente no ambiente escolar?

Sempre existe aquele grupo mais forte física ou socialmente, que se acha no direito de impor uma suposta superioridade." Disponivel em: http://listasde10.blogspot.com.br/2010/03/10-filmes-sobre-bullying-abuso-na.html

Neste período estamos trabalhando o tema "Bullying". Abaixo segue  o trailer e informações do filme Bullying - Provocações sem limites. Logo depois, o trailer de Cyberbully, finalmente, Para salvar uma Vida. Espero que reflitam sobre o tema para um pequeno debate em sala de aula. O texto acima servirá de pretexto para discussão. 
Beijos.





DVD Bullying - Provocações Sem Limites

Jordi é um adolescente que perdeu recentemente seu pai e que, junto à sua mãe, decide mudar de cidade para começar uma nova vida. Em princípio tudo parece bem, mas o destino reservado para ele será uma terrível surpresa, já que quando Jordi passar pelo portão da nova escola, cruzará sem saber a tenebrosa fronteira de um novo inferno.

 Informações:

Elenco: Albert Carbó; Nadeska Abreo; Osvaldo Ayre; Felipe Bravo; Marcos Aguilera; Daniel Casadellà; Yohana Cobo; Laura Conejero; Maria de la Pau Pigem.
Código de Barras
7898489242225
Gênero : Drama
Titulo original: Bullying
Faixa etária: a partir de 12 anos

Disponível em: http://www.americanas.com.br/produto/7381840/dvd-bullying-provocacoes-sem-limites?unavpage=1#specTec


Cyberbully




Taylor Hillridge é uma adolescente cujo pai abandonou a família e que desde então é criada, juntamente com seu irmão mais novo, por sua mãe. Taylor ganha, em seu aniversário de 17 anos, um computador, e no primeiro instante, se sente muito animada pela independência adquirida de poder navegar na internet sem que a sua mãe ficasse sempre a vigiando. Porém, Taylor logo se descobre vítima de "cyberbullying" quando se torna membro de uma rede social. Tudo começa a dar errado a partir do momento em que seu irmão invade a sua conta e posta uma mensagem difamatória sobre ela. E logo os estudantes de sua escola começam a escrever comentários horríveis, e até postam um vídeo satirizando falsas histórias a seu respeito. Taylor quase comete suicídio por overdose de remédios, fato que foi evitado pela chegada de sua amiga antes que ela conseguisse retirar a tampa do frasco. A adolescente foi enviada ao hospital e passou a frequentar um grupo de ajuda às vítimas do cyberbullying. A mãe de Taylor, após o fatídico incidente da tentativa de suicídio da adolescente, procura ajuda para aprovar uma lei contra a agressão verbal pela internet, como forma de prevenir que outros sofressem a mesmo situação de sua filha.

Não encontrei indicação da faixa etária.




O filme conta a história de Jake Taylor, um jovem que tem tudo: fama, uma bolsa de estudos pelo time de basquete, a namorada que era a garota mais desejada do colégio. 
Por outro lado, Roger Dawson não tinha nada. Não tinha amigos nem esperança. Roger sempre era humilhado e deixado de lado. O que poderia ser pior. 
Jake e Roger eram melhores amigos quando crianças, mas a popularidade de Jake os afastou, uma vez que Roger não era tão despojado quanto Jake. 
Roger não mais se adequava ao estilo de vida de Jake ou de qualquer outro grupo de pessoas. Isto foi o fim do mundo para Roger, o que o fez levar uma arma para a escola, escondida em sua mochila. Magoado com seu estilo de vida, ele tomou uma trágica decisão: tirar a sua própria vida. 
Jake, desesperado, não consegue impedir Roger e isto o faz sentir-se culpado, abalado em seu "mundo perfeito". Algo então faz com que Jake veja o mundo de outra forma e o faz questionar o seu modo de viver. Jake não parava de se perguntar: "Será que eu poderia ter salvo Roger?". 
Buscando uma resposta para esta pergunta, Jake se depara com um outro jovem desamparado e sozinho em seu caminho. Jake então se aproxima deste jovem, mas teme que isto possa lhe custar seus amigos, sua namorada, seus sonhos e sua reputação.
Jake chega a conclusão de que vale a pena pagar este preço para ter a resposta para a pergunta mais importante: "O que eu realmente quero da minha minhda vida?".


Informações


Tipo de CD/DVD
Filme Gravadora BV FILMS
gênero Drama
Cores
Sim
Faixa etária -  a partir de 12 anos
http://www.americanas.com.br/produto/7526495/dvd

domingo, 3 de março de 2013

O que é um blog?



Como criar um blog?

Siclano ou sicrano?

Tirei daqui




O correto é sicrano, siclano não existe.

Sicrano é  a segunda pessoa, daquela conhecida frase: " Fulano, sicrano e beltrano."

Ortoépia e prosódia


Tirei daqui