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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ciúme: tormento que nos habita


“Que vida de inferno é a vida do ciumento! Antes não amar do que amar desse modo.”
Paolo Mantegazza

Ciúme - eu me mordo, me rasgo, me acabo...



“Você sabe o que é ter um amor, meu senhor

Ter loucura por uma mulher

E depois encontrar este amor, meu senhor

Nos braços de um outro qualquer.
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor

E por ele quase morrer

E depois encontrá-lo em um braço

Que nenhum pedaço do seu pode ser.
Há pessoas com nervos de aço

Sem sangue nas veias e sem coração

Mas não sei se passando o que passo

Talvez não lhe venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito

É ciúme, despeito, amizade ou horror

Eu só sei é que quando eu a vejo

Me dá um desejo de morte ou de dor."

(Lupicínio Rodrigues - Nervos de aço)

A alma humana esconde muitos tormentos, mas dentre eles, o ciúme talvez seja o mais devastador.
Suponho que isso se dá, porque ele é um sentimento atrelado a outros como o querer, o amar,
O admirar...
O ciúme convive com outras emoções corrosivas como a dúvida, a desconfiança, a mágoa, o desejo, a vingança.
Difunde-se na dúvida ou na certeza, e cresce sem sensatez.
Ciúmes há de diversas espécies. Ciúme de pessoas, de coisas...
Disfarçadamente, une-se à inveja numa dramática parceria.
Associa-se à histeria.

É uma gama de sentimentos dolorosos, negativos e devatadores.
Invasor, dominador, enlouquecedor.

Apropria-se de tudo que há na alma humana.
Destrói, corrompe, cega e escoa num líquido pegajoso e gosmento que encarcera o ser.
Avança, ininterruptamente, devorando as entranhas de suas vítimas.
Traz consigo o medo, o desamparo e à temida solidão.
Aquela mesma, que paradoxalmente serve de pretexto a sua instalação, porque antes de tudo, o ciúme é um esforço precoce de se fugir da solidão.
É acionado para impedir a dor. Agride para não sofrer.
Assume ímpetos homicidas: “se ele não for meu, não será de mais ninguém”. Essa é a fantasia que nutre o ciumento.
O ciúme nos faz dependentes do amor do outro e, deslocadamente, nos faz odiá-lo por não nos amar.
Esse sentimento incongruente é um dos elementos predominantes na Literatura mundial. Alguns autores trataram o assunto magistralmente. Seus personagens foram envolvidos numa teia destrutiva. Ali, aprisionados, vitimados, dominados.
Assim estavam Otelo, Bentinho e outros. Seres completamente diferentes em suas épocas, origens e razões, mas todos invadidos, devastados, demolidos, entorpecidos, desabitados de seus brios, e a caminho do inferno.

Caro leitor,
Se você ainda não passeou pelas páginas de Otelo, de Shakespeare, e gosta do tema comentado acima. Esse é um bom momento para iniciar a leitura desse clássico mundial.
Em Otelo, o ciúme é “o monstro de olhos verdes” e provoca o assassinato de Desdêmona, ingênua e doce criatura.

Na leitura de Dom Casmurro, de Machado de Assis. Ficará íntimo da linda Capitolina.
Enxergará Bentinho a se enxergar, incapaz de mudar o irreversível tempo. Nessa narrativa, o ciúme destrói um amor de infância, é a mola propulsora de agressões entre os casais. É mau conselheiro, destrói a amizade ou a lembrança terna dela, faz-nos acreditar no mal. Julgar e condenar, rapidamente. Arruína uma família.
Para instigá-lo, trouxe fragmentos de músicas que tratam o temae confirmam o que falamos acima. Espero que goste.


“Eu quero levar uma vida moderninha
Deixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista nem bancar o possessivo
Ser mais seguro e não se tão impulsivo
Mas eu me mordo de ciúme”
(Ultraje a rigor – Ciúme)



Tudo que é seu meu bem

Também pertence a mim

Vou dizer agora tudo

Do princípio ao fim

Da sua cabeça até

A ponta do dedão do pé

Tudo que é seu, meu bem

É meu, é meu, é meu,

É meu, é meu, é meu

É meu, é meu, é meu
(Roberto Carlos)

"Desculpe o Auê

Eu não queria magoar você

Foi ciúme sim

Fiz greve de fome

Guerrilhas, motins

Perdi a cabeça"

Desculpe o Auê

(Rita Lee)


Mas enquanto houver força em meu peito
Eu não quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança aos santos clamar
Você há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar
Vingança
(Doris Monteiro)



Este telefone que não para de tocar

Está sempre ocupado

quando eu penso em lhe falar

Quero então saber logo quem lhe telefonou

O que disse, o que queria e o que você falou

Só de ciúme, ciúme de você

Ciúme de você, ciúme de você

Ciúme de você

Roberto Carlos


"Atire a primeira pedra, ai, ai, ai

Aquele que não sofreu por amor"


Ataulfo Alves , Letra De Mário Lago


Até a próxima, espero que tenham gostado de passar por aqui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O diálogo entre textos: a intertextualidade




Oi, turminha!


Hoje vamos falar sobre a intertextualidade. Você lembra o que é?



Intertextualidade é o que ocorre toda vez que um texto tem relações claras com outro ou outros. É, portanto, um diálogo de um texto com outro.
Esse diálogo ou retomada de um texto, ocorre nas mais diversas situações e nos mais diversos tipos de comunicação, e está presente tanto nas manifestações artísticas quanto no nosso cotidiano.
(Gestar II)
A intertextualidade ocorre em diversas áreas do conhecimento. Abaixo vemos uma delas:
A literatura: por exemplo, entre Casimiro de Abreu “Meus oito anos” e Oswald de Andrade “Meus oito anos”. Aquele foi escrito no século XIX e este foi escrito no século XX. Portanto, o 2 cita o 1, estabelecendo com ele uma relação intertextual.
Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais Que amor, que sonhos, que flores Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras Debaixo dos laranjas! Casimiro de Abreu
Meus oito anos Oh! Que saudade que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais Naquele quintal de terra Da rua São Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais! Oswald Andrade

Pode-se destacar sete tipos de intertextualidade:
Epígrafe - constitui uma escrita introdutória a outra.
Citação - é uma transcrição do texto alheio, marcada por aspas.
Paráfrase - é a reprodução do texto do outro com a palavra do autor. Ela não se confunde com o plágio, pois o autor deixa claro sua intenção e a fonte.
Paródia - é uma forma de apropriação que, em lugar de endossar o modelo retomado, rompe com ele, sutil ou abertamente. Ela perverte o texto anterior, visando à ironia,ou à crítica
Pastiche - uma recorrência a um gênero.
Tradução - a tradução está no campo da intertextualidade porque implica na recriação de um texto.
Referência e alusão.


Hoje, em nosso encontro semanal, recebemos a tarefa de produzir um intertexto , resolvi fazer uma paródia.

Recife a Veneza sanguinara

Minha terra tem favela
Onde se escondem os marginá
Não permita Deus que eu morra
Num assalto no siná
Que é a sina do povo que vive por cá.

Minha terra tem sol todo dia
Água de mar e mulher que se veste com ousadia,
Mas farta escola das boa pras pessoa estudá
O Governadô diz que tudo vai melhorá
Deu inté notobuco pros professô trabaiá
Em cismá sozinho de noite
me boto a matutá
Não permita Deus que eu morra
Sem vê meus fios se formá

Minha terra tem riquezas
Isso num posso anegar,
Mas tem pobreza de sobra
Espaiadas pelas ruas do lugá
Os meninos a fumá craque
Veem seu destino acabá
Perdem a vida no tráfico
Numa luta desiguá
Não permita Deus que eu morra
Sem vê a juventude vingá

Na minha terra se prantando tudo dá
Já dizia Lima Barreto num clássico romance populá
Mas a injustiça continua a imperá
Os ricos, cada vez mais ricos
Ouvem o canto do sábia
Os pobres cada vez mais pobres
Veem os urubus avoá
Pensam logo nos seus fios
E começam a rezá, pois sabem
que presunto vão encontrá
Não permita Deus que eu morra
Sem vê essa históra mudá

Aqui progama de fofoca
Se chama Cardinô
Bronca pesada tem por lá
Aquilo é um horror!
Na frente da televisão fica toda a molecada
Esperando pra vê a turma da pesada
Quando o apresentadô diz acabou essa porcaria
Os menino corre pra escola
É aquela gritaria
Não permita Deus que eu morra
Sem vê acabá essa baixaria

Vou ficando por aqui
Terminando essa paródia
Quem num gostá
Que se dane
E vá criá outra históra.


Helena Caldas ( Homenagem a Patativa do Assaré - Grande Mestre)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Auto da Compadecida


Quem já não deu boas risadas assistindo ao filme O Auto da Compadadecida - Produção de Guel Arraes - Um resumo do texto teatral de Ariano Suassuna. O julgamento é um dos momentos mais hilários. O 3o. ano B se propõe a reviver o texto e apresentá-lo à turminha do Helena Pugó.

Leia um fragmento do texto:


Severino resolve matar pessoalmente Chicó e João Grilo. Grilo oferece ao cangaceiro uma gaita que tem o poder de ressuscitar os mortos e a troca por sua vida e de Chicó. Severino é morto e quando a gaita não tem efeito nenhum, o comparsa do cangaceiro mata João Grilo. Chicó chora e retira o dinheiro que está em seu bolso, que havia pego de Severino. As pessoas que estão mortas encontram-se para esperar seu destino. O Diabo aparece mas João Grilo apela para Cristo, esperando que este o salve. O Cristo apresentado é negro e destrói o preconceito de todos. Os personagens são julgados e como estão prestes a seguir para o inferno, João, mais uma vez apela: chama Nossa Senhora, a Compadecida. O padeiro e sua mulher são absolvidos por terem perdoado um ao outro na hora final; o padre o e o bispo, têm o mesmo benefício, porque abençoaram o carrasco. Os quatro vão para o purgatório. Severino se livra através de Jesus, que lembra que este é incapaz de pensar nos seus atos, pois viu seus pais morrerem aos oito anos de idade. Nossa Senhora, pede uma chance para Grilo. Jesus a consente e ele volta da morte.



Vai ser muito divertido!

Tarde Literária - Experiências Gestar II


Convite
Poesia é
brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(José Paulo Paes)
Trabalhamos esse texto na abertura do projeto Tarde Literária
(TP 5) Atividade 3 - A Estilística do som e da palavra
Estilística - maneira de usar a língua para efeito de sentido - aqui examinaremos seu valor fonético, ou seja, sonoro e léxico valores semânticos e morfológicos.
Aproveitamos o texto para despertar no educando a percepção de que a poesia é brincadeira e para isso, nada melhor do que levá-los de volta à infância. É na perspectiva do sonho e do imagético que se enquadram o poema de José Paulo Paes, que resgata esses valores infantis. Assim foi possível perceber após a leitura , em sala, a interação leitor e texto, estabelecida pelo trabalho com a linguagem utilizada pelo autor: sons, ritmos, imagens e movimentos visuais. É nessa organização estrutural (sensorial e imagética) que o aluno é integrado ao texto. As repetições e aliterações provocam sonoridade e ritmo, fruindo assim um gostoso dinamismo que fascinou a turminha. E isso, mostrou-me a importância desse aspecto na leitura , pois é gerador de prazer. Prazer que faz da leitura um momento de construção e desconstrução de sentidos, instigando a comunicação, que é o objetivo maior do texto literário.
A atividade do TP 5 trouxe três perguntas:
1. O que o poeta quer dizer com os versos "Poesia/ é brincar com palavras "?
Primeiramente, buscamos avaliar a produção de texto oral.
Alguns alunos deram opiniões, depois chegamos juntos à resposta:
para criar um poema é preciso escolher a palvra certa, aquela que mais próximo está do que se deseja expressar. Para isso, é preciso usar os recursos de estilo disponíveis na língua.
2. Pense em nossa conversa sobre estilo e responda: por que, ao contrário dos brinquedos concretos, as palavras ficam cada vez mais novas à medida que mais brincamos com elas?
Chegamos juntos à resposta :
A palavra não está presa a um único significado. Ela é livre para "significar" dentro de contextos ou até fora deles. As Palvras se desviam renovam-se, são inesperadas, provocantes. Palavras são palavras...
3. Você já brincou de poesia? Conte sobre isso.
Nesse momento, veio a surpresa. Quase todos os alunos já tinham escrito algo do gênero para alguém. Mas nunca tinham mostrado a ninguém. Paradoxo?
Logo, convidei-os para brincar de poesia. Assim, começamos a brincadeira: as idas à biblioteca, as escolhas dos autores e poemas que serão apresentados na mostra literária.
Assistimos aos filmes Poeta de Sete Faces de Carlos Drummond e O Auto da Compadecida (texto adaptado - resumo da obra de Ariano Suassuna). E as aulas seguintes? Ensaios e oficinas para produção dos cenários, figurinos e outros.
Logo estaremos prontos para viver uma Tarde Literária.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Enem 2009

Turminha, esta chegando a hora de prestar o exame. Sabemos que o formato da prova mudou, mas o que avaliará?



Vocês já ouviram que o Enem valorizará aptidões como competência, mas o que é competência? Perrenoud define competência como a capacidade de o sujeito mobilizar recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc.) para solucionar uma situação complexa. Vasco Pedro Moreto utiliza o princípio de que a competência precisa ser desenvolvida. Cita como exemplo um jogador de fetebol que não nasce sabendo jogar, pode ter têndêcia para essa função, mas é o treinamento constante, associado a muito esforço que melhora sua capacidade de jogar bem. Assim, alguns jogadores desenvolvem sua competência num nível superior. São aqueles que denominamos como craques. Outros, não. Logo, a capacidade de jogar melhor é o que constitui a competência desenvolvida. Perceberam que o importante nesse processo é o desenvolvimento de competências. Para resolução de qualquer situação complexa os sujeitos poderão ter maior ou menor competência. O que pode ser visto como um progressivo desafio que levará o sujeito à superação de seus limites.

Segundo Vasco Pedro Moretto, há cinco recursos para resolução de qualquer situação complexa com competência:

1. Conteúdos conceituais - Ex.: A situação complexa é análise sintática de uma sentença "O assaltante perigoso foi capturado. " Para fazer essa análise será necessário conhecimentos específicos sobre sujeito, adjunto adnominal, verbo, entre outros.

2. Habilidades/ procedimentos - Habilidade está ligado a saber fazer, portanto algo específico. Pede ação intelectual ou física, indicadora de habilidade adquirida pelo sujeito em campos específicos. Perceba que habilidade não é algo inerente ao ser, ninguém nasce sabendo é necessário adquirir experiência , treinar para que se possa saber fazer algo. Logo, é evidente que para desenvolver habilidades e necessário treinar muito. Imagine alguém que se dispõe a aprender uma língua estrangeira, o sujeito precisa passar por diversos processos sistemáticos até que possua habilidade para falar ou escrever.

3. Domínio de linguagens - Cada área do conhecimento possui sua linguagem específica. Portanto, é indispensável o domínio da linguagem de uma determinada área para solucionar uma situação complexa. utilizá-la corretamente é um indicador de competência.

4. Valores culturais - Note que os valores culturais são específicos a diferentes contextos e precisam ser mobilizados na abordagem de uma situação complexa. Para que se saia bem num passeio para um país diferente do seu, é necessário enfrentar valores culturais relativos a essa situação.
5. Administração das emoções - Geralmente há a necessidade de gerenciar as emoções diante de um grupo. Certamente, isso é um indicador de competência. Aquele que não tem competência para mobilizar recursos para esse fim, não terá boa performance. Lembro-me de que ao aplicar uma prova final de álgebra, todos os alunos deixaram a sala, exceto uma menina. No toque, ela entregou-me o teste dizendo:"Professora, eu estudei muito, sabia tudo, mas deu branco." Foi reprovada. Prova é uma situação complexa a ser enfrentada pelos alunos e exige administração das emoções.
O Enem tem preocupado alunos e professores, mas seu objetivo é descobrir se os alunos desenvolveram recursos para resolver situações complexas que exijam capacidade de interpretação e análise. É um novo caminho no cenário da educação . A hora de instaurar novas relações professor, aluno, conhecimento e contexto escolar.
Vamos estudar, turminha.
Este é o momento!
Sábado é dia de reforço. Trabalheremos as questões da última prova do Enem. Não perca a oportunidade de pôr em prática suas habilidades.
Até lá!

domingo, 18 de outubro de 2009

Parabéns, Professores Amadores !


Queridas,
"Que possamos comemorar essa data por muitos e muitos anos...rsrs...Claro, com mais valorização profissional." ( Myriam)

Lembrando sempre a nossa missão "...o que ensina, esmere-se no fazê-lo" (Rm 12.7). Ser professor é ser amador, aquele que se dedica ao que faz por amar demais... É um estado de graça. É muito bom! Por mais que eu tente, não há como adjetivar essa profissão. Eu amo ser professora, compartilhar saberes, aprender com os alunos e colegas. Amá-los, ser amada ou não. O que importa são os braços que nos abraçam na rua, naqueles encontros inesperados, após um grito... Professooora! Aqueles poucos agradecimentos que nos chegam, mas que pagam tuuuuudo. O nosso salário não é o pouco que recebemos. É o prazer de ver progredir aquele que ensinamos, que amamos, que exortamos... Eu creio que Jesus, o grande mestre, ama os professores, tem neles confiança e muito prazer.
( Helena)
Mestre, ensina-nos o caminho, guarda-nos do mal, que com a nossa boca confessemos o teu nome e ajamos sempre com profissionalismo e amor, acreditando sempre nas pessoas e no amanhã. Amém.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Histórias populares


Há no interior do nordeste brasileiro um ciclo de histórias populares de tradição exclusivamente oral que relatam as peripécias de um “sabido” que sempre evitava que o rei lhe pregasse uma peça, a despeito dos esforços reais.
O povo chama o seu anti-herói de “Camonge” que nada mais é do que um personagem do romance picaresco, à maneira de João Grilo, personagem de diversos folhetos de cordel e da peça “O Auto da Compadecida” de Ariano Suassuna. Provavelmente a partir de apenas uma história, surgiram várias outras que são passadas através da tradição oral nordestina. As histórias ora parecem se ambientar no sertão, ora lembram Portugal. Muitas vezes o anti-herói tem ares de contestador e em outras parece conformado em estar inserido numa sociedade de subserviência nobiliárquica. Pois bem, o “sabido” Camonge tão querido pelo povo sertanejo, é na verdade a corruptela do nome do poeta português Luís de Camões, o autor de Os Lusíadas.

Adriano Costa

Camonge morre amanhã

Será que vocês já ouviram histórias de Camonge?

O rei queria a todo custo pegar Camonge numa pequena falha para servir de pretexto para levá-lo à forca. Diversas vezes o rei perdera para o sábio como no dia que viu a placa “Só Deus sabe e ele sente”. Se não decifrasse, seria punido com a morte. O letreiro queria dizer que o proprietário da casa tinha sido enganado pela mulher. Só Deus sabia na cidade e só ele sentia o sofrimento. Estava explicado. Estava salvo Camonge. Outro dia o rei queria que Camonge fizesse todo os seus animais rirem. Camonge não se embaraçou: tomou de uma faca bem amolada e cortou os beiços dos pobres animais. Ficaram rindo, na ótica de Camonge. O rei teve que interpretar que os dentes de fora era riso e não sofrimento.Na história de hoje o monarca foi mais radical: obrigou o sábio Camonge a escrever um letreiro dizendo: CAMONGE MORRE AMANHÃ. Assim, não tinha remédio. Ele não poderia escapar desta armadilha apesar de sua esperteza. Amanhã Camonge morre mesmo. Era o que pensava o rei. Puro engano. Cada dia que os carrascos se preparavam para executá-lo, Camonge argumentava com brilhantismo, dizendo: leia aí: “Camonge morre amanhã.” E assim, de amanhã em amanhã, Camonge se safou desta.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

DONA BARATINHA




Era uma vez uma baratinha que varria o salão quando, de repente, encontrou uma moedinha:
- Obá! Agora fiquei rica, e já posso me casar!
Este era o maior sonho da Dona Baratinha, que queria muito fazer tudo como tinha visto no cinema:
Então, colocou uma fita no cabelo, guardou o dinheiro na caixinha, e foi para a janela cantar:
- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
Um ratinho muito interesseiro estava passando por ali, e ficou imaginando o grande tesouro que a baratinha devia ter encontrado para cantar assim tão feliz.
Tentou muito chamar sua atenção e dizer: "Eu quero! Eu quero!" Mas ele era muito pequeno e tinha a voz muito fraquinha e, enquanto cantava, Dona Baratinha nem ouviu.
Então chegou o , com seu latido forte, foi logo dizendo: - Eu quero! Au! Au!
Mas, Dona Baratinha se assustou muito com o barulhão dele, e disse:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o cachorrão foi embora.
O ratinho pensou: agora é minha vez! Mas...
- Eu quero, disse o elefante.
Dona Baratinha, com medo que aquele animal fizesse muito barulho, pediu que ele mostrasse como fazia. E ele mostrou:
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E o elefante foi embora.
O ratinho pensou novamente: "Agora é a minha vez!", mas...
Outro animal já ia dizendo bem alto: "Eu quero! Eu quero!"
E Dona Baratinha perguntou:
- Como é o seu barulho?
- GRRR!
- Não, não, não, não quero você não, você faz muito barulhão!
E vieram então vários outros animais: o rinoceronte, o leão, o papagaio, a onça, o tigre ... A todos Dona Baratinha disse não: ela tinha muito medo de barulho forte.
E continuou a cantar na janela:
- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
Também veio o urso, o cavalo, o galo, o touro, o bode, o lobo, ... nem sei quantos mais.
A todos Dona Baratinha disse não.
Já estava quase desistindo de encontar aquele com quem iria se casar.
Foi então que percebeu alguém pulando, exausto de tanto gritar: "Eu quero! Eu quero!"
- Ah! Achei alguém de quem eu não tenho medo! E é tão bonitinho! - disse a Dona Baratinha. Enfim, podemos nos casar!
Então, preparou a festa de casamento mais bonita, com novas roupas, enfeites e, principalmente, comidas.
Essa era a parte que o Ratinho mais esperava: a comida.
O cheiro maravilhoso do feijão que cozinhava na panela deixava o Ratinho quase louco de fome. Ele esperava, esperava, e nada de chegar a hora de comer.
Já estava ficando verde de fome!
Quando o cozinheiro saiu um pouquinho de dentro da cozinha, o Ratinho não aguentou:
- Vou dar só uma provadinha na beirada da panela, pegar só um pedacinho de carne do feijão, e ninguém vai notar nada...
Que bobo! A panela de feijão quente era muito perigosa, e o Ratinho guloso não devia ter subido lá: caiu dentro da panela de feijão, e nunca mais voltou.
Dona Baratinha ficou muito triste que seu casamento tenha acabado assim.
No dia seguinte, decidiu voltar à janela novamente e recomeçar a cantar, mas...
Desta vez iria prestar mais atenção em tudo o que era importante para ela, além do barulhão, é claro!
- Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?
FIM

PROJETO "TARDE LITERÁRIA"

Queridos,

Tarde Literária é um projeto criado por mim para compartilhar textos literários diversos: poesias, contos, crônicas, teatro, curtas, música, etc. É um momento lindo! Este ano, alguns professores de outras turmas farão parte do evento. Portanto, creio que será ainda mais surpreendente.
Vale lembrar, que durante o curso de formação continuada para professores - Gestar II. Nós - alunos e professores - compartilhamos momentos maravilhosos. E que serão revividos durante o evento.
Tarde Literária III - Trará contadores de histórias, aquelas que a gente nem lembra mais.
Esperamos vocês .

A MENINA E A FIGUEIRA


Era uma vez, um senhor viúvo, que tinha uma filha muito bonita, com os cabelos longos e da cor do ouro. Sua mãe em vida, penteava e cuidava dos seus cabelos como se realmente fossem fios de ouro. Na vizinhança morava uma moça que queria se casar com o pai da menina e, por isso, fazia-lhe tantos agrados, que ela chegou ao pai e lhe disse: - Meu pai, por que você não se casa com a vizinha? Ela é tão boa para mim! Todos os dias quando vou a sua casa, ela me dá pão com mel. - Minha filha, quando ela se casar comigo, lhe dará pão com fel. Mas a menina não acreditava, e tais agrados a moça lhe fez que o pai acabou se casando com ela. Depois do casamento, a madrasta começou a maltratar a menina, castigando-a pela falta mais insignificante. O marido tinha no jardim uma enorme figueira, e a pequena era obrigada a vigiá-la o dia todo, para que os passarinhos - seus amigos - não comessem os figos e quando isto acontecia, a madrasta batia-lhe sem piedade. Aconteceu, um dia, que os pássaros comeram os figos, e tendo viajado o marido, a madrasta enterrou a menina num capinzal que havia no jardim. No dia seguinte, o marido chegou e procurou a filha; a madrasta disse-lhe que havia desaparecido. Mais tarde, o jardineiro foi cortar capim para dar ao cavalo e ao passar a foice no capim, ouviu este canto triste e se pôs a escutar: Jardineiro de meu pai Não me corte os meus cabelos, Minha mãe me penteou, minha madrasta me enterrou, Pelos figos da figueira que o passarinho bicou. Xô passarinho, xô passarinho, da figueira de meu pai. Então o jardineiro foi contar ao patrão o que acabara de ouvir. Este foi ao capinzal, mandou o jardineiro passar a foice no capim, e novamente ouviram o canto. Reconhecendo a voz da filha, mandou o jardineiro cavar a terra e, encontrando a menina ainda com vida, levou-a para casa. Botou a mulher para fora e não quis mais saber dela ficando só com a filha. Era uma vez a vaca Vitória. Caiu no buraco; depois vem outra história...

COMADE FULOZINHA

 Desenho feito pela Jaka
Turminha,
Vocês já ouviram falar dessa personagem bem pernambucana?
A minha avó Nenem era uma grande contadora de histórias. E eu as adorava. Ela tinha um dom especial para narração. Cantava, usava o sotaque condizente ao da personagem. Fazia suspense e surpreendia-nos nos momentos mais inesperados. Ela tinha muita sensibilidade, e quanto poder de encantamento... Bons tempos.
Duas das histórias contadas, encantavam-me: "A menina e a figueira" e "Comade Fulozinha".
Participando do Gestar II - Curso de Formação Continuada para Professores, ouvi falar de um longa produzido por professores e alunos pernambucanos. Lá de Caruaru. Assisti ao filme sozinha e... "choquei". O filme é ÓÓÓTIMO. Resolvi, então, compartilhá-lo com os meus alunos da Escola Profa. Helena Pugó. A turminha amou. O melhor de tudo foi saber que essas estórias continuam sendo transmitidas através das gerações. A maioria deles conhecia a personagem. Foi uma tarde de encantamento. Depois desse momento, trabalhamos produção de textos orais. Ouvimos as opiniões sobre a lenda, ouvimos outras lendas, discutimos a importância dos contadores de histórias e, finalmente, trabalhamos o gênero. Leia, agora, algumas informações sobre o filme.
"Deveria ser apenas um projeto independente feito por alunos e professores do Colégio Diocesano de Caruaru, mas o filme Cumade Fulozinha foi muito além. Exibido em agosto e setembro de 2007, no teatro do Sesc, o longa contava a história da mais famosa lenda pernambucana. O boca a boca se encarregou do resto. Em pouco tempo, o filme foi exibido no Alto do Moura, além de cidades como Camocim de São Félix, Bezerros e Agrestina, e em alguns colégios da cidade. Após o lançamento do DVD, em novembro, tomou conta de algumas locadoras e passou a ser exibido também em mais escolas. O roteirista, produtor e diretor Menelau Júnior, colunista do VANGUARDA, diz que não esperava uma repercussão tão grande: "Foi maravilhoso ver gente de todas as idades assistindo ao filme e conhecendo um pouco mais de nossa cultura". Comade Fulozinha fez tanto sucesso no Interior do Estado, que agora ganha uma continuação: Comade Fulozinha 2 - A Noite dos Assovios. A história se passa um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme. Começa exatamente onde Comade Fulozinha terminou, com a pequena Renatinha (interpretada por Renata Jéssica) sendo atacada. Mas agora há novos personagens e locações. "É tudo maior nesta continuação", afirma Menelau. "Continuamos filmando com apenas uma câmera, mas a experiência do primeiro filme nos ajudou a melhorar bastante. Há mais suspense e mais sustos", acrescenta.O foco da história agora não está mais nos adolescentes do primeiro filme. Embora todos eles estejam de volta, são as meninas Renatinha (Renata Jéssica) e Daniele (Jamilly Freire, de apenas 11 anos, impecável) que passam a maior parte do tempo em apuros. No papel de Comade Fulozinha, a adolescente Iara Ohara, que desta vez pôde aparecer sem maquiagem, numa seqüência em que se revela a origem da Comade Fulozinha."
Turminha, em breve assistiremos ao filme Comade Fulozinha 2 - A noite dos Assovios.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

UM POUQUINHO DE ALPHONSUS GUIMARÃES

ISMÁLIA


Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...


Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...


Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...



UM POUQUINHO DE DRUMOND



"CONSELHOS DE UM VELHO APAIXONADO"
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos,preste atenção: pode ser a pessoamais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles,fique alerta: pode ser a pessoa que você estáesperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encheremd'água neste momento, perceba:existe algo mágico entre vocês. Se o 1º e o último pensamento do seu diafor essa pessoa, se a vontade de ficarjuntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino : O AMOR. Se um dia tiverem que pedir perdão umao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelose os gestos valerem mais que mil palavras,entregue-se: vocês foram feitos um pro outro. Se por algum motivo você estiver triste,se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoasofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, quecoisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa comose ela estivesse ali do seu lado... Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados... Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... Se você não consegue imaginar, de maneiranenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado... Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicçãoque vai continuar sendo louco por ela... Se você preferir fechar os olhos, antes de vera outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Às vezes encontram e, por não prestarem atençãonesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!! (Carlos Drumod de Andrade)

UM POUQUINHO DE FLORBELA ESPANCA

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...
Florbela Espanca

UM POUQUINHO DE CECÍLIA


Lua adversa

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm
no secreto calendário que
um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém (tenho fases, como a lua)
No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,o outro desapareceu...

UM POUQUINHO DE QUINTANA

DA FELICIDADE

Quantas vezes a gente,
em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho
infeliz:Em vão,por toda parte,
os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!

Mário Quintana

UMA MÃO ENSINA A OUTRA


Quem são os donos dessas mãos ? Emily, Letícia,
Samara e tandandandam... Marcelo. 7a. A
ESTUDAR
Algo essencial
que não te faz mal.
Antes pelo contrário,
pois te torna extraordinário!
Olha a turminha estudando, gente.
Português é lindo!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O inferno do Holocausto,
Algoz, fruto da infâmia,
Não pode ser repetido!
E justamente por isso
Não pode – e não deve – ser
Nunca, jamais, esquecido!

Oriza Martins

Mostra- A criança dentro do Holocausto


Essa turminha falou sobre A Declaração Universal dos Direitos Humanos, um dos documentos básicos das Nações Unidas, assinada em 1948. Ela traz enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Leia um fragmento do preâmbulo. [...] "Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum"[...]
Artigo V - Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Bom trabalho!

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha analisou, comentou e desmitificou a ideia de que o texto bíblico de 1 Tessalonicences 2.14-16 serviu como texto inspirador às atrocidades cometidas por Hitler. Analise você também.
Bom trabalho!

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha falou sobre os campos de concentração nazistas. Comentou sobre as experiências nos campos de concentração, o número de pacientes assassinados.E o mais sanguinário dos doutores de Hitler: Joseph Mengele, cujas experiências foram responsáveis pelo extermínio de 400 mil pessoas em Auschwitz. Para os cientistas de Hitler, campos de concentração eram fábricas de cobaias humanas.
Bom trabalho!


Essa turminha falou sobre o Holocausto. Narraram a história de Anne Frank, uma entre o total de um milhão e meio de crianças judias assassinadas durante o Holocausto. Durante o tempo em que ficou escondida, Anne manteve um diário no qual registrava seus medos, esperanças e experiências. O diário virou livro, foi publicado em diversas línguas após o fim da guerra. Anne Frank tornou-se o símbolo de todas as crianças que morreram no Holocausto. Parabéns! Um bom trabalho!

Mostra- A Criança dentro do Holocausto


A equipe trabalhou o tema Intolerância. Desafiando os participantes da Mostra a reconhecerem que onde existe intolerância, não pode existir a paz. Apresentou, como exemplo de intolerância nos dias atuais, o caso da menina mantida em cativeiro e torturada durante dois anos pela empresária Silvia Calabresi.
Parabéns! Ótimo trabalho!
"Ausência de linguagem, a intolerância não é apenas o instrumento fácil do inimigo: ela é o inimigo"(Elie Wiesel)

Mostra - A Criança dentro do Holocausto


Essa turminha informou aos participantes do evento sobre as fortes imposições do Tratado de Versalhes à Alemanha,elas fizeram nascer, nesse país, um sentimento de revanchismo e revolta entre a população. A indenização absurda enterrou de vez a economia alemã, já abalada pela guerra. As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas por forte crise moral e econômica na Alemanha (desemprego, desvalorização do marco). Terreno fértil para o surgimento e crescimento do nazismo que levaria a Alemanha para outro conflito armado, a Segunda Guerra Mundial. Escolheram a história de Tomas Kulka, mais uma criança vítima do Holocausto. Parabéns! Bom trabalho!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha trabalhou o gênero relato - aqueles pertencentes ao domínio social da memorização e documentação das experiências humanas, situando-as no tempo. Exemplos: relato de experiências vividas, diários íntimos, diários de viagem, notícias, reportagens, crônicas jornalísticas, relatos históricos, biografias, autobiografias, testemunhos etc. Logicamente, escolheram a Hanna, outra menina judia separada da família pelos nazistas. Bom trabalho!

Mostra- A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha falou sobre A Declaração Universal dos Direitos Humanos, um dos documentos básicos das Nações Unidas, assinada em 1948. Ela traz enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem.
Artigo I.Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. É preciso saber viver e conviver! Bom trabalho!

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha trouxe a história do Holocausto e sua política antissemita que visou especialmente os judeus, mas não poupou também ciganos, negros, homossexuais, comunistas e doentes mentais. Estima-se que entre 5,1 e 6 milhões de judeus tenham sido mortos durante a Segunda Guerra, o que representava na época cerca de 60% da população judaica na Europa. Apresentaram a história de Margot Frank, outra criança morta pelo Holocausto. Bom trabalho!

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha mandou bem. Informou aos participantes do evento que as fortes imposições do Tratado de Versalhes à Alemanha fizeram nascer, nesse país, um sentimento de revanchismo e revolta entre a população. A indenização absurda enterrou de vez a economia alemã, já abalada pela guerra. As décadas de 1920 e 1930 foram marcadas por forte crise moral e econômica na Alemanha (desemprego, desvalorização do marco). Terreno fértil para o surgimento e crescimento do nazismo que levaria a Alemanha para um outro conflito armado, a Segunda Guerra Mundial. Escolheram a história de Tomas Kulka, mais uma criança vítima do Holocausto. Parabéns! Muito bom!

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

Essa turminha falou sobre os campos de concentração " Laboratório do inferno". Em Auschwitz-Birkenau - Polônia (abril de 1940 a janeiro de 1945) Número de mortos: 1,1 milhão a 1,5 milhão. Experiências: Pesquisas com gêmeos e anões; infecção com bactérias e vírus; eletrochoque; esterilização; remoção de partes de órgãos; ingestão de veneno; criação de feridas para testar novos medicamentos; operações e amputações desnecessárias. Narrou a história de Anne Frank, uma entre o total de um milhão e meio de crianças judias assassinadas durante o Holocausto. Durante o tempo em que ficou escondida, Anne manteve um diário no qual registrava seus medos, esperanças e experiências. O diário virou livro, foi publicado em diversas línguas após o fim da guerra. Anne Frank tornou-se o símbolo de todas as crianças que morreram no Holocausto. Parabéns! Linda apresentação!

Mostra - A Criança dentro do Holocausto

A equipe trabalhou o tema Intolerância. Desafiando os participantes da Mostra a reconhecerem que onde existe intolerância, não pode existir a paz. Parabéns! Belíssimo trabalho!
"Ausência de linguagem, a intolerância não é apenas o instrumento fácil do inimigo: ela é o inimigo"(Elie Wiesel)

Mostra - A criança dentro do Holocausto


A mala de Hanna: uma história real
Paradidático trabalhado no 3o. período
9o.ano A

Réplica construída pela equipe que trabalhou o tema Intolerância. Bom trabalho!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


O inferno do Holocausto,
Algoz, fruto da infâmia,
Não pode ser repetido!
E justamente por isso
Não pode – e não deve – ser
Nunca, jamais, esquecido!
Oriza Martins













O Holocausto clama para não ser esquecido
Deus a Caim : "O sangue de teu irmão clama a Mim lá da terra."

Mais de um milhão e meio de crianças foram mortas durante o Holocausto. Uma geração inteira assassinada. Nos campos de extermínio, com câmaras de gás disfarçadas de chuveiros. Um guarda de Auschwitz, testemunhando no Juramento em Nuremberg, admitiu que no auge do genocídio, quando o campo estava matando dez mil judeus por dia, as crianças eram atiradas ainda vivas nas fornalhas.
Menos de dez por cento das crianças judias sobreviveram na Europa ocupada pelos nazistas. Os filhos não foram poupados do sofrimento e tortura imposto aos pais. Pelo contrário, como não podiam obedecer a ordens e trabalhar, eram tratados ainda mais duramente. Nas rondas, as crianças eram atiradas pelas janelas ou arrastadas pelos cabelos para serem jogadas nos caminhões. As crianças não foram poupadas da segregação, uso da estrela, superlotação, esconderijo, rondas, fuzilamento, deportação, trabalho escravo, campos de concentração, tortura, experimentos médicos, humilhação e assassinato.

"A mala de Hanna"
Esse livro traz como tema o Holocausto. Hanna, a protagonista, é uma das milhares de crianças judias que foram vítimas do terror nazista. Uma história emocionante que nos conduz à reflexão sobre valores universais como a tolerância, a solidariedade e o respeito mutuo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Posso te dar meu coração?













Turminha,

Essa foi a primeira apresentação da equipe da 7a. A sobre o paradidático do período, que traz a temática da doação de órgãos. Embarque nessa campanha! Emily, Bruna e Letícia já embarcaram e esperam vocês.

Atitude e conscientização. Os primeiros passos para salvar vidas.


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu te amo ó Senhor, força minha!







Mas/ mais/ más

Turminha, dúvidas quanto ao emprego do mas, más ou mais?

Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto, todavia.
A Vida é tão linda, mas tão breve.
Mais: advérbio de intensidade, opõe-se a menos.
Este curso é o mais disputado da faculdade.
Más: adjetivo.
Aquelas meninas são más.

Português é lindo!

Experiências Gestar

Experiências Gestar II
Avaliação Diagnóstica Língua Portuguesa
Leitura e compreensão de textos
8ª. Série (9º. Ano)

Aplicamos a avaliação diagnóstica em 24.08.09 para 27 alunos.

A avaliação dos descritores trouxe as seguintes respostas:

D1. Localiza informações explícitas em um texto – 12 acertos.

D8. Reconhece as relações lógico-discursivas no texto, marcadas por conjunções advérbios etc. – 20 acertos.

D 10. Reconhece a relação entre informações num texto ou entre diferentes textos. – 16 acertos.

D7. Identifica dois ou mais vocábulos que tenham a mesma referência um nome, um pronome, e outra expressão lexical. – 12 acertos.

D4. Associa diferentes estratégias (marcas fonológicas e gráficas, morfossintáticas contextuais, bem como verbetes de dicionário , para construir significado de palavras ou expressões não conhecidas). – 20 acertos.

Como vimos os descritores D8 e D4 obtiveram mais acertos. É possível observar que os alunos que se submeteram à avaliação conseguiram reconhecer as informações textuais e relacioná-las em diferentes textos. Também se utilizaram de estratégias textuais para identificar significados de palavras e expressões desconhecidas.
É interessante perceber que a maioria deles não conseguiu acertar a questão que trouxe o Descritor 1 , aquele que exige a habilidade de localizar uma informação utilizada literalmente no texto. Esse descritor utiliza-se de um texto base que dá suporte ao item e pergunta diretamente onde se localiza a informação, a patir de pistas fornecidas pelo próprio texto. Percebe-se, nesse momento, aquela leitura apressada, sem inferências. Isso na maioria das vezes, acaba na escolha da alternativa errada.
O descritor D10 também não obteve um bom desempenho. Observamos que os alunos ainda não lidam bem com os elementos que constituem a textualidade - coerência e coesão. Coerência : lógica entre as ideias expostas no textos . Coesão é o que faz com que as idéias expostas no texto se relacionem ao todo textual, tudo isso dentro de uma sequência e progressão textual. Percebi que vale a pena investir mais nesse aspecto.

domingo, 23 de agosto de 2009

Ele te ama

Jesus Cristo diz: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" .


João 10:10

Lei de Murphy

Você já ouviu falar da Lei de Murphy? Ela sempre dá as caras. O que tem que dar errado, dá. E daí só existe uma saída - estudar.
Sempre aparece uma dúvida naquela hora de colocar o ponto final fora ou dentro das aspas. Lembre-se dessa regra e não erre.

1. Se o período começar com aspas , o ponto fará parte dele. Vai dentro.
  • "A gramática precisa apanhar todos os dias para saber quem é que manda." disse Luiz Fernando Veríssimo.

2. Se as aspas não iniciarem o período, o ponto deverá ficar do lado de fora.

  • Fernando Pessoa escreveu este verso: " Tudo vale a pena se a alma não é pequena".

sábado, 22 de agosto de 2009

A rosa de Hiroshima

Rosa de Hiroshima
(1973) Composição: Vinícius de Moraes e Gerson Conrad

Pensem nas crianças Mudas telepáticas
Pensem nas meninas Cegas inexatas
Pensem nas mulheres Rotas alteradas
Pensem nas feridas Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada.

Música: Rosa de HiroshimaAutoria: Vinícius de Moraes e Gerson Conrad

Dois pontos

Após o dois pontos uso letra maiúscula ou minúscula?

Minúscula - quando o que vem é uma enumeração ou explicação.
  • A verdade é está: ele é um mentiroso.
  • Lúcia escolheu algumas frutas: uva, laranja, bananas e mamão.

Maiúscula - quando o que vem depois é uma citação ou frase de alguém.

  • Albert Einstein falou: "A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser atingida pelo entendimento".
  • Mamãe gritou:

- Larga esse computador e vai estudar, menino!

Etc.

"Etc. tem ponto no final?" Sim. "Esse ponto coincide com o ponto do fim da frase? " Pode ser.
Observe: Comprei uma bolsa, um sapato, uma carteira etc. ( A vírgula antes do etc. é facultativa.)
Você prefere não usar o etc. ? Existe um modo.
Retire o e entre o penúltimo e o último termo da enumeração. Essa ausência da conjunção quer dizer etc.
Observe: Comprei uma bolsa, um sapato, uma carteira.

O que é relato?

Faz parte dos gêneros pertencentes ao domínio social da memorização e documentação das experiências humanas, situando-as no tempo. Como por exemplo, diários íntimos, diários de viagem, notícias, reportagens, crônicas, jornalísticas, relatos históricos, biografias, autobiografias, testemunhos etc.

Como fazê-lo:
É feito em 1ª pessoa de forma subjetiva, detalhada, geralmente com linguagem coloquial. O assunto é abordado de forma a destacar a participação ou o ponto de vista do enunciador sobre o que é relatado, ou seja, sobre fato ocorrido no passado. Por isso mesmo, que o tempo verbal é o pretérito perfeito.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sorria

Mil saídas

A preocupação com a grafia certinha não vem de hoje. Na dúvida, o dicionário quebra o galho. Sem o paizão por perto, o jeito é encontrar saídas. Uma delas: trocar seis por meia dúzia. A historinha encaminhada por Roldão Simas Filho prova: a língua é um conjunto de possibilidades.
O chefe ordena à secretária:
— Faça um cheque de R$ 600.
Ela pergunta:
— Como se escreve seiscentos?
— Faça dois cheques de 300.
— Trezentos se escreve com s ou z?
— Não sabe escrever 300? Faça quatro cheques de R$ 150.
— Chefe, o trema foi abolido?
Vencido, só resta uma saída ao mandachuva:
— Pelo amor de Deus, mande pagar em dinheiro.
Dad Squarisi

Olha a nova regra aí, gente!

Atenção, turminha:


Emprego do hífen com prefixos.

Regra básica - Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem.

Outros casos:
1. Prefixo terminado em vogal:
sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
sem hífen diante de r e s, já que se dobram essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:
com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações:
a. com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.

b. com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.

5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

Xô, confusão!

Livros para leitura no 3o. período

7as. - Posso te dar meu coração? Ganymédes José - Editora Moderna.
Entrega e apresentação de trabalhos - 03 e 04 de setembro
8as. - A mala de Hana: uma história real - Karen Levine - Editora Melhoramentos.
Entrega e apresentação dos trabalhos - 03 e 04 de setembro
Exposição Crianças do Holocausto - 08 de setembro

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Deus nos oferece graça e misericórdia

"Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus."
Efésios 2.4
"Desde agora, a coroa de justiça me está guardada, a qual o Senhor , justo Juiz , me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda."
2 Timoteo 4.8
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos. Amém!

Exercício de Literatura

Turminha, aqui está o exercício de Literatura. Coloque-o no caderno ( perguntas e respostas).
1. Você vai ler e comparar os poemas de dois movimentos literários distintos: o texto I é de Castro Alves, poeta romântico que viveu no século XIX, e o texto II é de Manuel Bandeira, poeta modernista que viveu no século XX.

Texto I

O “adeus” de Teresa

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus...
E amamos juntos... E depois na sala
“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

E ela, corando, murmurou-me: “adeus”.
[...]
Castro Alves
Texto II

Teresa

A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse.

Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.
Manuel Bandeira

1. Manuel Bandeira, por meio do poema “Teresa” estabelece um diálogo com o poema “O ‘adeus’ de Teresa, contrapondo sua visão da mulher amada à do poeta Castro Alves.
a) Em qual dos dois textos a mulher é encarada como um ser superior?
b) Em qual dos dois textos a mulher é encarada como um ser de aparência feia e ao mesmo tempo sedutora?

2. No texto I, o amor é resultado de uma paixão instantânea e incontrolável, equivalente ao amor à primeira vista. Como se dá a descoberta do amor no texto II?

3. Compare a linguagem dos dois textos. Em qual deles, a linguagem:
a) é mais elevada, sustentando a idealização da mulher e do amor?
b) é irônica e cotidiana, buscando um modo de dizer próximo da fala?

4. Por que é possível inferirmos que os textos pertencem a movimentos literários diferentes?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Festa surpresa. Jamais me esquecerei desse presente...
















Obrigada,pessoal.
Amei muito
tudo isso!
Vocês são Lindos!