
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Para você!

A Madrugada assustadora ( Homônimos e Parônimos)
Alta madrugada estava assentada numa poltrona da sala, quando resolvi ascender para o primeiro andar. Subi as escadas, segurando-me ao corrimão de aço, que estava gelado.
Já no meu quarto, resolvi acender a lareira, que fora acurada por meu pai. Logo percebi que debaixo da cama tinha uma cauda, e a fim de aferir o que era aquilo, abaixei-me . Então senti um arrocho na garganta, porque nesse momento, vi um homem alto e para livrar-me dele, soquei o seu bucho. Ele gritou.
Corri e cerrei a porta com força. Tropecei num cesto de roupa suja, que estava no chão, rolei escada abaixo. Levantei desconcertado, queria delatar aquele homem. Gritei, mas ninguém me ouvia.
-Ah, que desgraça! Era Jason. - Só então percebi: era sexta-feira 13.
Acento - tom de voz, sinal gráfico
Por Helena Caldas
Viagem ou viajem?
Fique atento às dicas
MAS = porém... Conjunção adversativa
MAIS = advérbio de intensidade - indica quantidade
MÁS = adjetivo - significando maldosas, ruins.
Exemplos:
a) O governador e o amigo discutiram, mas não chegaram a um acordo.
b) Pessoas más deveriam fazer reflexões para acreditarem mais na bondade do que no ódio.
d) Todas as más ações devem ser perdoadas, mas jamais repetidas, pois quanto mais se vive, mais se aprende.
Reflexão e Ação em Língua Portuguesa, Marilda
7ª série, pág. 41, Editora do Brasil, São Paulo, 1984.
II - MAL / MAU
Mal:
a) substantivo (opõe-se a bem): Devemos cortar o mal pela raiz.
b) advérbio (opõe-se a bem): nosso time jogou mal.
c) Conjunção: mal cheguei, ele já havia saído.
Mau: adjetivo (opõe-se a bom).
Este é um mau negócio.
Ele é um mau perdedor.
III – ONDE / AONDE
1 – onde: quando significa em que lugar, com verbos que não sejam de ação.
Não sei onde está o gato.
2 – aonde: com verbos de movimento ou que indiquem direção.
Aonde você vai?
Você quer chegar aonde?
IV – trás / traz
1 – trás: preposição, advérbio ou interjeição.
Ele chegou por trás de casa.
2 – traz: verbo
Todo dia o menino traz o lanche.
Emprego de certas formas
João Domingos Maia, GRAMÁTICA,
Teoria e Exercício, Ática, São Paulo, 1994.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Ismália

Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henriques da Costa Guimaraens), nasceu em Ouro Preto (MG), em 1870 e faleceu em Mariana (MG), em 1921. Bacharelou-se em Direito, em 1894, em sua terra natal. Desde seus tempos de estudante colaborava nos jornais “Diário Mercantil”, “Comércio de São Paulo”, “Correio Paulistano”, “O Estado de S. Paulo” e “A Gazeta”. Em 1895 tornou-se promotor de Justiça em Conceição do Serro (MG) e, a partir de 1906, Juiz em Mariana (MG), de onde pouco sairia. Seu primeiro livro de poesia, Dona Mística, (1892/1894), foi publicado em 1899, ano em que também saiu o “Setenário das Dores de Nossa Senhora. Câmara Ardente”. Em 1902 publicou “Kiriale”, sob o pseudônimo de Alphonsus de Vimaraens. Sua “Obra Completa” foi publicada em 1960. Considerado um dos grandes nomes do Simbolismo, e por vezes o mais místico dos poetas brasileiros, Alphonsus de Guimaraens tratou em seus versos de amor, morte e religiosidade. A morte de sua noiva Constança, em 1888, marcou profundamente sua vida e sua obra, cujos versos, melancólicos e musicais, são repletos de anjos, serafins, cores roxas e virgens mortas.
Via Láctea

OLAVO BILAC
Minha Desgraça

Não é andar de cotovelos rotos,
Minha desgraça, ó cândida donzela,
Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br
Um pouquinho de Augusto dos Anjos

Acostuma-te à lama que te espera!
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais").
A métrica rígida, a cadência musical, as aliterações e rimas preciosas dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu" — desde 1919 constantemente reeditado como "Eu e outras poesias" — um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma. Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.
O poema acima foi incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", organizado por Ítalo Moriconi para a Editora Objetiva - Rio de Janeiro, 2001, pág. 61.
Nunca Conheci quem Tivesse Levado Porrada

Soneto Do Maior Amor

E que só fica em paz se lhe resiste
Louco amor meu, que quando toca, fere
Fiel à sua lei de cada instante
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Quem foi Ícaro
Minotauro (monstro com cabeça de touro). Quando Teseu matou a fera e saiu vivo do labirinto,
Minos, rei de Creta, ordenou que Dédalo e Icaro fossem feitos prisioneiros sob suspeita de o terem ajudado. Teseu, na verdade, fora guiado por Ariaadne, filha de Minos, dédalo construiu, com cera e penas, dois pares de asas, para si e seu filho - e fugiram, voando, em direção à Sicília. Ícaro, porém, aproximou-se imprudentemente do Sol. A cera derreteu-se, as asas desprenderam-se e ele tombou no mar, onde morreu. Dédalo era celebrado na Hélade como escultor e arquiteto. A ele se atribuiu a construção de inúmeros templos. Teria levado para a Sicília essas artes, em que era exímio.
Sonho de Ícaro

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Simultaneidade
Nem um dia

Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
E tudo nascerá mais belo
Me chama

Aonde está você?
Nem sempre se vê
Tá tudo cinza sem você
Aonde está você?
Nem sempre se vê!
(Lobão)
EXERCÍCIOS para 8o.s anos ( 7.as)
1. A oração sem sujeito caracteriza-se por:
a) O sujeito está indeterminado.
b) Não se atribui o fato a nenhum ser.
c) O sujeito está simplesmente oculto.
d) O fato é atribuído a um ser determinado.
2. A oração sem sujeito possui apenas:
a) Objeto direto.
b) Objeto indireto.
c) Predicado.
d) Sujeito oculto.
3. "Anoitecia silenciosamente." Nesta oração temos:
a) Sujeito simples
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito indeterminado.
d) Sujeito oculto.
4. "Será muito cedo?" "Como está calor!" Quais são os sujeitos destas orações?
a) Orações sem sujeito.
b) cedo / calor.
c) muito / como.
d) nenhuma das anteriores.
5. Defina o tipo de sujeito desta oração: "Fazia um calor infernal no sertão."
a) Sujeito indeterminado
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito
d) Sujeito oculto.
6. Defina o tipo de sujeito desta oração: "Faz dez anos que cheguei aqui."
a) Sujeito oculto.
b) Sujeito simples.
c) Sujeito indeterminado.
d) Oração sem sujeito.
7. Defina o tipo de sujeito desta oração: "Seriam quatro horas da tarde."
a) Oração sem sujeito.
b) Sujeito indeterminado.
c) Sujeito oculto.
d) Sujeito composto.
8. "Aqui não me cheira bem". Neste exemplo temos uma oração sem sujeito, pois:
a) Não há sujeito simples.
b) Não há um sujeito possível, agente da ação.
c) Não há um sujeito composto.
d) Nenhuma das anteriores.
09. "Já deve passar de dois anos." Qual é o tipo de sujeito?
a) Sujeito oculto.
b) Sujeito indeterminado.
c) Sujeito simples.
d) Oração sem sujeito.
10. "Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha." Qual é o sujeito e o tipo de sujeito desta oração?
a) Nunca ninguém / composto.
b) Ninguém / simples.
c) Ninguém /indeterminado.
d) Nunca / simples.
11. "Não choremos, amigos, a mocidade." Qual é o tipo de sujeito desta oração?
a) Sujeito indeterminado.
b) Sujeito oculto.
c) Sujeito simples.
d) Oração sem sujeito.
12. "Corriam por aqueles dias boatos da revolução." Nesta oração o tipo de sujeito é:
a) Sujeito simples.
b) Sujeito oculto.
c) Oração sem sujeito.
d) Sujeito indeterminado.
13. "O homem, a fera e o inseto, à sombra delas, vivem livres de fome e fadigas." Nesta oração o sujeito é:
a) Sujeito indeterminado.
b) Oração sem sujeito.
c) Sujeito oculto.
d) Sujeito composto.
14. Justifique por que o sujeito desta oração é oculto: "Não chores, meu filho."
a) Não é possível identificar o sujeito.
b) O sujeito é o próprio verbo.
c) O praticante da ação é "tu", mas não aparece grafado.
d) O sujeito está indeterminado.
Gabarito:
1.b
2.c
3.b
4.a
5.b
6.d
7.a
8.b
9.d
10.b
11.b
12.d
13.d
14.c
Carta a um adolescente

Para a gente entender a maldade é preciso entender, antes, os dois poderes de que somos feitos. Somos feitos de uma mistura de amor e poder. Amor é um sentimento que nos liga a determinadas coisas, e vai desde o simples gostar até o estar apaixonado. O amor quer abraçar, ficar perto, proteger. Amo meu cachorrinho: quero brincar com ele, tenho saudade dele. Se ele morrer eu vou chorar. Gosto da minha casa. Dói muito – dá raiva – se alguém picha de preto o muro que tinha justo sido pintado de branco. Gosto muito de uma pessoa: pode ser o pai, a mãe, o avô, a namorada. Por causa desse sentimento fico triste vendo que aquela pessoa está triste. O amor faz isso: coloca o outro dentro da gente. O que o outro sente, a gente sente também. Um amigo meu, pedreiro, senhor João, a primeira coisa que fazia quando me visitava em minha casa era salvar, com um peneira, as abelhas que estavam morrendo afogadas na piscina. Ele sofria com as abelhas.
Por isso, muitas pessoas são vegetarianas. Elas não suportam pensar na dor por que passam os bichos para que nós nos lambuzemos com a carne deles. Uma pessoa muito querida, que não é vegetariana, não consegue comer frango ao molho pardo. O molho pardo desse frango se faz com sangue – e ela se lembra de haver visto frangos de pescoço cortado, pendurados num gancho, agonizantes, seu sangue vagarosamente pingando num prato. Agora, sempre que ela vê frango ao molho pardo, ela se lembra do sofrimento daquela ave inocente. Os bichos também sofrem.
O amor nos liga à natureza toda. Eu amo a natureza – os riachos de água limpa, as cachoeiras frias, as matas com suas samambaias, avencas, orquídeas, bananeiras, as borboletas, cigarras, pássaros. Nós humanos, temos olhos deformados – não percebemos a beleza dos seres que são diferentes da gente. Mas todos eles, inclusive os besouros (que alguns chamam de “bisorros”), as rãs, os lagartos, as marias-fedidas, as taturanas, os urubus – todos eles querem viver, sofrem, fazem parte desse nosso mundo e são necessários à sua existência. Todos eles são nossos irmãos – porque todos nós teremos o mesmo fim. Um dia nós voltaremos à terra e, quem sabe, renasceremos como besouro ou galinha...
Aquilo que eu amo eu quero proteger. Proteger o cachorrinho, o muro de casa, a natureza... Às vezes, a gente quer algo anterior ao proteger: a gente crer criar. Você ainda não é pai. Não tem, portanto nenhum filho para proteger. Chegará um dia, entretanto, em que você desejará ter um filho que você ainda não tem. Para isso é preciso que você tenha os poderes de homem – para semear no ventre de uma mulher a semente do filho que você ama, mas ainda não tem. Você deseja ser (ainda não é) administrador de empresa, cozinheiro, médico ou flautista: você ama essas coisas; mas ainda não é. O amor sozinho, não faz milagres. Para ser qualquer dessas coisas você terão que, devargazinho, ir desenvolvendo poderes no seu corpo, poderes que tornarão a forma ou de conhecimentos ou de habilidades.
Quando você tem essas duas coisas juntas o amor e o poder, coisas muito bonitas acontecem. O poder torna possível a existência daquilo que a gente ama: gero um filho, planto um jardim, construo uma casa.
O poder, assim está a serviço da alegria. Pelo poder eu posso contribuir para que o mundo seja melhor. O poder e o amor juntos estão a serviço da preservação da vida.
Acontece, entretanto que a vida anda devagar. Leva tempo para uma criança ser gerada. Leva tempo para uma árvore crescer. Por vezes, ao plantar uma árvore, a gente sabe que nunca se assentará à sua sombra.
Já a morte anda rápido. Mata-se numa fração de segundo. Basta puxar um gatilho. Ou pisar o bicho. Ou quebrar o ovo. Corta-se uma árvore que levou cem anos para crescer em poucos minutos: se for uma bananeira, basta um golpe de facão.
Você me perguntou sobre a maldade: a maldade é isso – quando as pessoas sentem prazer no ato de destruir, isto é quando as pessoas sentem prazer no exercício puro do poder, sem que esse poder tenha um objetivo de vida. Bondade é o poder usado para a vida. Maldade é o poder usado para a morte.
A adolescência é o momento da vida quando se descobrem as delícias do poder. Criança tem amor, mas não tem poder. Ela quer sorvete, mas não tem o dinheiro. A mãe segura, põe de castigo, dá palmada. A criança é impotente. Na adolescência o corpo se desenvolve. Fica maior que o corpo da mãe, o corpo do pai. Ganha força. Juntos, então os adolescentes se constituem num exército poderoso. É por isso que os adolescentes gostam de estar juntos: isso lhes dá um sentimento de poder. Há coisas que nunca fariam sozinhos. Mas, em grupo, tudo é permitido. As pessoas mais mansas podem se tornar monstruosas em grupo. No grupo a gente perde o senso da responsabilidade moral.
Como eu já disse, o poder, como fim em sim mesmo, sem um propósito de amor, dá prazer rápido. Quebrar, pichar, arrancar, bater, cortar esmagar, derrubar – todas essas são formas do poder-prazer a serviço da morte. É uma coisa demoníaca.
Por isso, meu amigo, adolescente, quero confessar uma coisa que nunca confessei: “Tenho medo de vocês”. O fascínio que vocês têm pelo poder me assusta. É isso que é maldade: poder sem amor.
Eu queria poder dar para vocês, como herança, o ovo onde moram os meus sonhos, na esperança de que vocês continuassem a chocá-lo, depois da minha partida. Sim, o mundo que eu amo se parece com um ovo: está cheio de vida, mas é muito frágil. Dentro dele estão coisas delicadas, fáceis de serem destruídas: plantas, insetos, ninhos, aves, músicas, poemas, memórias, livros, peixes, muros brancos, crianças, velhos, jardins...
Mas eu tenho medo que vocês não resistam à tentação de quebrar o ovo onde eu e o meu mundo moramos. Como é fácil quebrar um ovo! Fácil e irreversível: nunca mais! Assim, por enquanto, o ovo onde moram meus sonhos fica sob a minha guarda. Até encontra os herdeiros que eu espero.
Rubem Alves,
In Correio Popular, Campinas, 24.II.96Carta a um adolescente
“Teresinha, uh, uh”,
Sou professora há anos e sempre que preciso ir à GERE fico impressionada com a falta de educação de alguns funcionários para com o professor. Vou repetir ALGUNS.
Hoje, fui à GERE resolver um problema e, inicialmente, reportei-me a uma senhora de nome Teresinha – nesse momento não sabia o seu nome. Perguntei:
_ Por favor, eu preciso saber com quem falo para... A funcionária não escutou o que eu falei, interrompendo-me, respondeu:
_ O horário de atendimento já acabou.
Deu-me as costas e bateu a porta, literalmente, na minha cara.
Fiquei estarrecida, mas não desisti. Procurei outra pessoa e, felizmente, fui muito bem atendida. A telefonista, carinhosamente, chamou uma moça de nome Edna, esta me encaminhou à pessoa certa - chefe do departamento - Sra. Aparecida que parou, gentilmente, o que fazia para ajudar-me.
Quero com este post, registrar a minha indignação com a falta de educação da Sra. Teresinha, pois ela poderia ter agido de forma diferente, mesmo que não me atendesse.
Teresinha, lembre-se de que o professor é um escravo da profissão, fora de sala ,não funciona. Não existe aula. Custa ajudar? E se você não quiser ajudar, pelo menos seja educada.
Pensando em você fiz uma paródia. Espero que goste.
Ó Teresinha, Ó Teresinha, falta de educação é uma baixaria
Ó Teresinha, Ó Teresinha, sem educação não há cidadania
“Teresinha, uh, uh”,
Paranranpan, Paranranpan, Paranranpan, Paranranpan
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
EXERCÍCIOS (9o.s Anos) - 1o. Período
a) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
b) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
c) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
2. (PUC-SP) – Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma idéia de:
a) causa
b) explicação
c) conclusão
d) proporção
e) comparação
3. (FUVEST – SP) – “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração sublinhada pode indicar uma idéia de:
a) concessão
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) conseqüência
4. (Univ. Fed. Santa Maria – RS) – Assinale a seqüência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
b) por isso, porque, mas, portanto, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
d) porém, pois, logo, todavia, porque
e) entretanto, que, porque, pois, portanto
5.Reúna as três orações em um período composto por coordenação, usando conjunções adequadas.
Os dias já eram quentes.
A água do mar ainda estava fria.
As praias permaneciam desertas.
Oi, turminha.

Não confunda Bullying com brincadeira, pois são dois termos bem diferentes:brincadeira é a ação de brincar, de entreter, de distrair, enquanto bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes:
E onde o Bullying ocorre?
O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.
- alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING;
Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns creem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com frequência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio.
As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.
Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo.
Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso:
- depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação” do poder que os subjugava.- seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento.
As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade.
As consequências possíveis para os alvos?
As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa autoestima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio.
As consequências para os autores ?
Aqueles que praticam Bullying contra seus colega poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho. Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinquência ou criminosos.
E quanto às testemunhas? As testemunhas também se veem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas.
Fonte:http://www.bullying.com.br
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Frase - Oração - Período
Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo ser formada por uma só palavra ou por várias, podendo ter verbos ou não. A frase exprime, através da fala ou da escrita:
ideias
emoções
ordens
apelos
A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada.
Exemplos:
O Brasil possui um grande potencial turístico.Espantoso!
Observação: a frase que não possui verbo denomina-se Frase Nominal.
Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoação, que indica nitidamente seu início e seu fim. A entoação pode vir acompanhada por gestos, expressões do rosto, do olhar, além de ser complementada pela situação em que o falante se encontra. Esses fatos contribuem para que frequentemente surjam frases muito simples, formadas por apenas uma palavra.
Rua!
Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acompanhadas de gestos peculiares, são suficientes para satisfazer suas necessidades expressivas.
Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia frasal. Desaparecendo a situação viva, o contexto é fornecido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que as frases escritas sejam linguisticamente mais completas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a obedecer as regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos formadores da frase devem seguir os padrões da língua. Por isso é que:
As meninas estavam alegres. Constitui uma frase, enquanto: Alegres meninas estavam as.
não é considerada uma frase da língua portuguesa.
Oração
Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
Por Exemplo:
Camila terminou a leitura do livro.
Obs.: Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como partes de um conjunto harmônico: elas são os termos ou as unidades sintáticas da oração. Assim, cada termo da oração desempenha uma função sintática.
Atenção:
Esse enunciado é frase, pois tem sentido.
Esse enunciado não é oração, pois não possui verbo.
Assim, não possuem estrutura sintática, portanto não são orações, frases como:
Socorro! - Com Licença! - Que rapaz ignorante!
A frase pode conter uma ou mais orações. Veja:
Brinquei no parque. (uma oração)Entrei na casa e sentei-me. (duas orações) Cheguei, vi, venci. ( três orações)
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode ser simples ou composto.
Período Simples: é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Exemplos:
O amor é eterno.
Período Composto: é aquele constituído por duas ou mais orações:
Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.
Saiba que:
9o.s anos - revisão Orações Coordenadas
Períodos compostos por coordenação são os períodos que, possuindo duas ou mais orações, apresentam orações coordenadas entre si. Cada oração coordenada possui autonomia de sentido em relação às outras, e nenhuma delas funciona como termo da outra. As orações coordenadas, apesar de sua autonomia em relação às outras, complementam mutuamente seus sentidos. A conexão entre as orações coordenadas podem ou não ser realizadas através de conjunções coordenativas. Sendo vinculadas por conectivos ou conjunções coordenativas, as orações são coordenadas sindéticas. Não apresentando conjunções coordenativas, as orações são chamadas orações coordenadas assindéticas.
Orações Coordenadas AssindéticasSão as orações não iniciadas por conjunção coordenativa.
Ex. Chegamos a casa, tiramos a roupa, banhamo-nos, fomos deitar.
Orações Coordenadas SindéticasSão cinco as orações coordenadas, que são iniciadas por uma conjunção coordenativa.
A) Aditiva: Exprime uma relação de soma, de adição.
Conjunções: e, nem, mas também, mas ainda.
B) Adversativa: exprime uma ideia contrária à da outra oração, uma oposição.
Conjunções: mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo.
Ex. Sempre foi muito estudioso, no entanto, não se adaptava à nova escola.
C) Alternativa: Exprime ideia de opção, de escolha, de alternância.
Conjunções: ou, ou...ou, ora... ora, quer... quer.
Estude, ou não sairá nesse sábado.
D) Conclusiva: Exprime uma conclusão da ideia contida na outra oração.
Conjunções: logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois - após o verbo ou entre vírgulas.
Ex. Estudou como nunca fizera antes, por isso, conseguiu a aprovação.
E) Explicativa: Exprime uma explicação.
Conjunções: porque, que, pois - antes do verbo.
Ex. Conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca fizera antes.
Oi, turminha.
Você deve lembrar que substantivo é a palavra que:
Quanto ao conteúdo: nomeia os seres, ações, qualidades, sensações, sentimentos etc.;
Quanto à forma: é variável;
Quanto à sintaxe: é o núcleo das principais funções sintáticas, como sujeito e objeto .
Todos os substantivos aceitam artigos.
Perceba:
seres reais: casa ônibus, árvore
seres imaginários: fada, dragão, saci
ações : corrida, construção, planejamento
qualidades: beleza, palidez,
sensações: frio, arrepio
sentimentos: medo, amor, raiva
Classificação:
Os substantivos podem se classificados quanto à forma – simples, comum, composto, primitivo, derivado-, ao sentido – concreto, abstrato, próprio, comum –, e ao conteúdo e à forma ao mesmo tempo – coletivo.
Próprio – designa um ser entre outros de sua espécie:
Paulo
Amazonas
Comum designa a espécie:
Mulher
País,
Cidade
Concreto – seres que têm, ou crê-se que tenham, existência própria, independente de outros seres.
Perceba:
Deus, casa, dragão, fada, saci
Abstrato – designa sensações, estados, ações ou qualidade dos seres.
Tristeza, calor, engarrafamento
Simples – formado por um só radical ou uma só palavra:
água, sol, flor
Composto – formado por mais de um radical ou mais de uma palavra.
Aguardente, girassol
Coletivo – é o substantivo singular que designa vários seres ou coisas de uma espécie:
acervo – obras de arte
horda – de bandidos de desordeiros
legião- de soldados, anjos, demônios
monte; de coisas
súcia – de malandros
Continuamos...
Por Helena Caldas
Fonte: Cipro Neto, Pasquale- Gramática da Língua Portuguesa.
Substantitivos concretos e abstratos
Pensando bem, é pouco relevante, para quem quer apenas desenvolver uma boa redação, saber a diferença entre substantivos concretos e abstratos, razão pela qual pouco tenho me preocupado em trazer questões sobre tais assuntos para esta coluna. Mas como exercício intelectual é interessante. E faz parte do processo de ensino-aprendizagem da língua nacional na escola. Por isso tentarei dar uma resposta ao professor Edmilson.
Certamente não foi ou não é fácil perceber a diferença entre eles, e portanto há divergência de entendimentos e de explicação nos livros de gramática. “A distinção entre concretos e abstratos é mais filosófica do que lingüística e, dentro da filosofia, muito fugidia” (Mattoso Câmara Jr.).
Pode-se afirmar que são concretos os substantivos que se referem a seres materiais ou espirituais, reais ou fictícios: casa, cor, dente, leão, Deus, saci-pererê, fada, alma, triângulo, o amigo, o diplomata, (o) japonês, (o) brasileiro etc.
São substantivos abstratos os atributos, estados, qualidades e ações, derivados de um conceito original. Eles não existem por si sós. Não possuem forma. Digamos que não podem ser desenhados, uma vez que não transmitem uma imagem. Assim, calor e frio são abstratos, gramaticalmente falando, embora nós os sintamos de modo concreto. São também abstratos todos os substantivos que exprimem sentimentos e emoções – qualidades da alma. Você pode desenhar um homem triste, uma mulher vaidosa, mas não a tristeza ou a vaidade, por exemplo.
Revendo: vento (ou ventania) é conceito original, não é atributo (e para uma criança tem certa forma – ela consegue desenhá-lo, sem dúvida). É, portanto, concreto. Já calor e frio (=frieza) são atributos, da mesma forma que amor, tristeza, alegria, saudade, brancura, consolo, maciez, pobreza e admiração, todos são substantivos abstratos.
Quando os alunos já conhecem bem os conceitos de verbo, adjetivo e substantivo, sua forma e função, é possível mostrar-lhes que são ABSTRATOS os substantivos derivados de duas outras classes: do adjetivo e do verbo. Pode o professor apresentar exemplos e exercícios mais ou menos assim:
Estou sempre contente. [adjetivo] --> Meu CONTENTAMENTO é enorme.
Mirtes fica aborrecida por pouco. [adjetivo] --> Seu ABORRECIMENTO é deplorável.
O chefe se mostrou satisfeito conosco. [adjetivo] --> A SATISFAÇÃO dele resultou em aumento salarial.
Está um dia muito quente. [adjetivo] --> O CALOR de hoje está insuportável.
Admiro seu trabalho. [verbo] --> Minha ADMIRAÇÃO por seu trabalho é grande.
Quero felicitar você. [verbo] --> Desejo-lhe FELICIDADES.
Vendeu apenas quatro livros. [verbo] --> Foi fraca a VENDA dos livros.
Três pessoas caminharam até o alto da montanha. [verbo] --> A CAMINHADA foi difícil.
Por outro lado, não se poderiam formar verbos e adjetivos de substantivos como leão, casa, lápis, saci, ar, vento, não é mesmo? Então, é possível dizer que os substantivos que não dão nenhuma idéia de qualidade, atributo ou ação e que não são formados de nenhuma outra classe de palavras são substantivos concretos.
M. T. Piacentini
Disponível em: http://www.linguabrasil.com.br/
Acesso às 19h32min.
Texto literário e texto não literário
Podemos citar como exemplos de textos literários o conto, o poema, o romance, peças de teatro, novelas, crônicas.
A linguagem não-literária é a utilizada com o seu sentido comum, empregada denotativamente, é a linguagem dos textos informativos, jornalísticos, científicos, receitas culinárias, manuais de instrução etc.
Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e literatura
http://www.brasilescola.com
Denotação e conotação
A significação das palavras não é fixa, nem estática. Através da imaginação criadora do homem, as palavras podem ter seu significado ampliado, deixando de representar apenas a ideia original (básica e objetiva). Assim, frequentemente remetem-nos a novos conceitos por meio de associações, dependendo de sua colocação numa determinada frase. Observe os seguintes exemplos:
A menina está com a cara toda pintada.
Aquele cara parece suspeito.
No primeiro exemplo, a palavra cara significa "rosto", a parte que antecede a cabeça, conforme consta nos dicionários. Já no segundo exemplo, a mesma palavra cara teve seu significado ampliado e, por uma série de associações, entendemos que nesse caso significa "pessoa", "sujeito", "indivíduo".
Algumas vezes, uma mesma frase pode apresentar duas (ou mais) possibilidades de interpretação. Veja:
Marcos quebrou a cara.
Em seu sentido literal, impessoal, frio, entendemos que Marcos, por algum acidente, fraturou o rosto. Entretanto, podemos entender a mesma frase num sentido figurado, como "Marcos não se deu bem", tentou realizar alguma coisa e não conseguiu.
Pelos exemplos acima, percebe-se que uma mesma palavra pode apresentar mais de um significado, ocorrendo, basicamente, duas possibilidades:
a) No primeiro exemplo, a palavra apresenta seu sentido original, impessoal, sem considerar o contexto, tal como aparece no dicionário. Nesse caso, prevalece o sentido denotativo - ou denotação - do signo linguístico.
b) No segundo exemplo, a palavra aparece com outro significado, passível de interpretações diferentes, dependendo do contexto em que for empregada. Nesse caso, prevalece o sentido conotativo - ou conotação do signo linguístico.
Obs.: a linguagem poética faz bastante uso do sentido conotativo das palavras, num trabalho contínuo de criar ou modificar o significado. Na linguagem cotidiana também é comum a exploração do sentido conotativo, como consequência da nossa forte carga de afetividade e expressividade.
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil1.php
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Gosto de Jeová
Ele abate o diabo quando se levanta pra me derrubar
Ele diz que não, Jeová diz que sim
E no fim dessa luta tem bênção do céu pra você e pra mim
Jeová marcou um encontro contigo
Ele quis impedir
Mas você chegou, pois um anjo do céu veio te conduzir.
E se Deus prometeu te dar uma vitória
Não há quem impeça
Ele vence o inferno se arrebenta tudo
E Deus cumpre a promessa
Refrão
É por isso que eu gosto de Jeová
Ele abate o diabo quando se levanta pra me derrubar
Ele diz que não, Jeová diz que sim
E no fim dessa luta tem bênção do céu pra você e pra mim
O Senhor vai entrar com grande providência dentro do teu lar
Que a doença e o mal vão desaparecer porque Deus vai mandar
Ele faz como quer
Ele usa quem quer do jeito que ele quer
Segura a vitória e receba agora pela sua fé
oh Glória!
Refrão
O Senhor vai fazer um reboliço aqui neste lugar (que maravilha)
que até Tomé vai abrir sua boca e glorificar e
os Anjos de Deus já estão passeando neste ambiente
o negócio é do céu e pra entender isso é preciso ser crente.
Refrão
Mas será que aqui ainda tem um cristão
Que não deu Glória a Deus (misericórdia)
É crente congelado perdeu o contato
Que desce do céu
Mas se nesse vale ainda tem ossos secos
Eu vou profetizar, vai criar carne hoje receber a vida e comece a andar (ande)
Alice Maciel
Deus ama o crente fiel! Oh! Glória.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Perdoar-te-ia
O último dia de nossas vidas

Era mocinha, quase mulher, faltavam-me para isso, pequenos detalhes femininos. Estava apaixonada – sabe o que é isso? Entusiasmada. A gente confunde as palavras ou lhes dá a conotação que bem quer, sei lá. Lembro-me de que era sábado de carnaval – o chamado Sábado de Zé Pereira- bem no meio da Rua da Concórdia, cercada por muita gente, estava eu e aquelas pessoas fantasiadas.
Como vim parar aqui? Perguntava-me. Por que mamãe deixou que eu viesse? Por que não me proibira? Eram perguntas com respostas únicas e objetivas.
Naquele carnaval, eu já iria completar 21 anos, já estava quase noiva, como mamãe poderia impedir-me? Ah, como senti falta de seu domínio sobre mim.
Como tinha dito, não gosto de festas que exigem atuações artísticas. Sou meio preguiçosa para isso. Não gosto de deixar de ser eu. Entende? Sempre fui extremamente verdadeira. Nunca soube mentir ou fingir – mesmo que fosse para agradar. Tornei-me assim, desagradável. Digo isso porque as pessoas não gostam daqueles que têm existência em si mesmos, preferem as fantasiosas. E, eu, nunca quis cecear-me de mim. Fui sempre toda eu mesma, incompreendida, mas eu.
Abro um parêntese para falar de mim. Nunca senti falta dos outros, digo, de ser igual aos outros. Quando tentei sê-lo para agradar, desagradei-me. Desisti, então. Fecho - parêntese.
Meu namorado - quase noivo - naquele carnaval, falara-me assim:
-“Vou para o Galo da Madrugada, você irá comigo ou irei sozinho? - como eu desejara ter forças para dizer-lhe: “sozinho, vá sozinho! - Fui fraca. Gelatinosa, sabe? Respondi:
_ Vou, vou eu, contigo.
Às vezes, pergunto-me, e não me vem uma resposta clara, donde vem o medo? Medo que congela pés, mãos e respostas?
Estava ali, na rua da Concórdia, sendo levada nem pisava no chão, literalmente, era arrastada. O sol queimava-me a pele branca, já misturada a tantas outras corres. Meu noivo? Sentado num batente – bêbado. Ele estava bêbado – não o batente.
Depois, regressamos à casa de meus pais. Sobrava-nos o cansaço, o espaço, o silêncio... Era o que deveria ser o último dia de nossas vidas. Não entendi assim... Desculpas! Desculpei.
Arrasto-me, há muito, perdoando os carnavais. Lutando contra as máscaras. Pois já é tão difícil vencê-las todos os dias. - O ser humano vive usurpando máscaras para si. Inevitável não deparar com elas. Uma para cada ocasião. Tenebroso isso!
Aquele som, que escuto agora, aqui sentada na minha cadeira de balanço, não me convida a “brincar”. Já conheço aquelas risadas, cores, cheiros, apelos... Eles não me comovem mais. O vidro se quebrou.
(Helena Caldas)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Epigrama n. 2

Assim eu vejo a vida

domingo, 14 de fevereiro de 2010
Somente menina

Fui menina feliz, saltitante. Soube ser criança, brincar das brincadeiras mais infantis. Ah, como eu brinquei. Lembro-me de que não parava em casa, já que à porta, sempre aos berros, estava outra criança a gritar-me o nome:
-Dinha, vem brincar!
E eram horas de brincadeiras. Brincadeira da boa, daquelas em que se usa a imaginação : éramos pobres e ricos, passávamos anéis e segredos de mão em mão, obedecíamos às ordens do rei, e de repente parávamos para contar e ouvir estórias. Estórias, por vezes tenebrosas. Depois, ia dormir com medo, coberta dos pés à cabeça.
Se eu era feliz? Parecia. Menina magricela, cabelos encaracolados, na maioria das vezes preso, em rabo de cavalo ou tranças duplas, que caiam sobre o peito ingênuo. Tinha aquela testa grande, que se acentuava pelo brilho do que sobrara da brilhantina. Minha mãe penteava os meus cabelos, com esmero. Era uma longa tortura para nós duas - Tem cabelo para duas cabeças, essa menina – dizia ela.
O meu físico não era espetacular, equilibrava-me nas pernas finas. Ah, mas o meu sorriso era grande, como um lago perene que brilhava ao sol. Meus cabelos avermelhados completavam aquele calor que saia de mim, germinando aquela paz que só as crianças têm.
Em casa, casa cheia. Minha avó querida e minha mãe. Como era bom ter três mães- já que dizem que avó vale por duas mães.Como já disse, a nossa casa vivia cheia, principalmente nos momentos de refeição – almoço, lanche, jantar. Era só sentar à mesa e escutar as palmas. Antigamente não tinha companhia. Minha mãe as recebia com alegria. Era uma anfitriã nata, a minha mãe.
Eu espevitadíssima queria ser grande, interessava-me as conversas dos adultos. Eu era velha, sendo criança. Naquela mesa, lá de casa, aprendi a valorizar os momentos das refeições - aqueles em que sentamos para dividir comida, segredos, risos...
Era menina obediente, muito mais flor. Gostava dos elogios – viessem de qualquer direção que fosse. Então ajudava os pobres, os velhos, as crianças... Ah, eu frequentava à igreja aos domingos – sempre amei muito Jesus.
Certo dia, minha avó chegara a casa com um presente para mim. Ela era como eu, adorava ir à cidade, e na volta trazia sempre, sempre mesmo, um presente – acarajé, pão em formato de lagartixa, tantas coisas... Nesse dia, ela trouxe um pacote enrolado com barbante branco e vermelho, abri-o, lá estava um crucifixo. Dormia nele um menininho, deitado de lado com as mãos embaixo do rosto e as perninhas dobradas. Dava para ver naqueles pezinhos pequeninos sombras das cicatrizes que vieram, quando se defrontou com o mundo. Todas as noites, ajoelhada, orava àquele menino, - momentos de flor.
Eu também era espinho. Antigamente não se ganhava presentes como hoje. Não! Havia dias marcados para essas gentilezas. Aniversário, dia das crianças, Natal. As coisas aconteciam para mim nessa ordem. E como eu esperava por esses dias...
Certa feita, meu pai trouxe duas bonecas. Sim, duas. Uma para mim e outra para minha tia Socorro - a Socorrinho. Quatro anos mais velha que eu, morava conosco. Era o maior dos meus infernos pessoais. Ela odiava-me, – sempre tive essa “sorte” a de ser odiada imerecidamente, digo isso porque nada fiz para que aquele ódio nascesse naquele coraçãozinho negro, onde brilhava a inveja. Ou fiz?
Voltando às bonecas. Geni – esse era o nome dado a elas pela Estrela- o fabricante. Abrimos os nossos pacotes e ... Olhei a minha , mas ao olhar a dela, gritei: Eu quero aquela!
Geni era uma boneca parecida com a Barbie, tinha o corpo definido das modelos. A minha era loira. Perdão loiras, mas nunca gostei de cabelos amarelos. Eu quis a ruiva, que infelizmente era dela – da Socorrinho.
Imediatamente, ela sentiu-se vingada. Tinha em mãos, literalmente, aquilo que eu queria. Socorro tinha os pais separados. Não tinha casa, pois vovó morava conosco. E eu cheguei para tomar o resto - a atenção de todos. Aquele coraçãozinho de quase nove anos, endureceu. Percebeu ser a hora da vingança. Ela não entregaria a boneca, que só ela tinha.
Não me farei de boazinha, mas a Socorrinho implicava comigo. Se ganhava um chiclete e tinha que dividi-lo. Partia-o assim: a maior parte era a dela, bem maior. Na hora de tirar fotos não queria a minha presença. Detestava-me a Socorrinho.
Mas voltando à cena : Eu gritava “_ Quero aquela, a da Cocorro!” Meu pai, contrariado, pediu a minha mãe que resolvesse o impasse. Mamãe implorou. Ela? Ela disse:
_Nãããão dou!!!!
Fui dormir de olho inchado, soluçava. Era a primeira vez que algo dava errado. No meu egoísmo, de quatro anos - não percebi o que Socorro sentira. Mais nova, pus todos da casa contra ela. Ouvia-se: “- Que custa você mais velha trocar com ela. Ela é pequenininha.”
Mais tarde, nasceu em mim o resquício do pecado original, que borbulha em nosso sangue, sempre à espera do momento certo – a vontade de vingança. Quanto mais eu olhava para minha Geni, mais a detestava. Ela tinha cara de mau, de safada. E do fundo da alma desejei a ruiva.
Todos dormiam, peguei a minha boneca feia e fui em direção à cama de Socorro. Peguei a sua boneca também. Olhei para ela – tão forte com aquele cabelo vermelho que escorria até a sua cintura. Ela olhou para mim também, como a se lamentar por fazer parte do pacote errado. Ela também desejara ser a minha companheira de brincadeiras. Mas uma fatalidade nos afastara.
Foi então que nesse momento me veio a idéia fatídica: a de queimar o cabelo da boneca. Coitada pagaria pela dona. Acendi uma vela, penteei pela última vez a Geni ruiva. Coloquei seus cabelos sobre a chama da vela, vi-os encolhendo. Arrependida, soprei-o para que fogo apagasse. Chorei! Os cabelos outrora tão lindos ficaram duros e com pontinhos pretos. Só então pensei: “Vou levar uma baita surra!”
Veio-me outra idéia do mal: “Vou queimar os cabelos da minha também – aquela feia – assim, mamãe vai me bater menos.” Mas o processo foi diferente, ao passar os cabelos loiros pela chama senti prazer- ela era feia mesmo!
No dia seguinte, gritos, acusações, choro. Apanhei. Socorro não quis mais a sua boneca, já era meio moça mesmo. Jogou-me na cara. Doeu!
Mamãe deu-me uma pisa de cinturão merecida, mas bateu com pena. Afinal, era culpada por ter escolhido para mim a Geni Loura. Mas minha avó, coitada, abatia-se tanto quando me via apanhar. Tive dó dela , -adoecia por mim.
Eu? Eu terminei com as duas bonecas. Depois que passara a dor da surra. Sentei-me para brincar. Tinha a ruiva para esposa do gatão, e a loira para amante. Assim começava o meu primeiro romance com triangulo amoroso.
(Helena Caldas)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Meu querido Quintana
Mário Quintana
Meu querido Quintana
Pensamentos que ficaram
Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se.
Se escolher o mundo ficará sem o amor,
mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.
Albert Einstein
Clarice gente que sente igual a gente

Clarice Lispector